Rapa Nui
14/05/2009 9 Comentários
A Ilha de Páscoa é um lugar sensacional, indescritível e foi a decisão mais acertada que já tomei sobre mudanças em viagens. Estava tudo certo para passar duas semanas no Chile. Os moais – grandes estátuas de pedra – sempre me chamaram a atenção. E já que estava tão perto, por que não dar uma esticadinha? Um dos dois únicos lugares de onde tem vôo direto é Santiago, no Chile, o outro é no Tahiti.
Claro que pra isso tive que praticamente dobrar o orçamento da viagem: a passagem é cara e os custos de hospedagem e alimentação lá muito mais altos do que no restante do país (Isla de Pascua faz parte do Chile).
Tudo valeu a pena. Fiquei 4 dias e 3 noites, quase todo o tempo chovendo, deixei de ir a alguns lugares por causa do mau tempo, mas aproveitei muito os lugares em que fui.
Os altares onde ficam os moais, são chamados de Ahu, e o primeiro que conheci foi o Ahu Akivi. Este é o único em toda a ilha que tem as estátuas voltadas para o oceano, todos os demais ficavam de frente para as casas.

Este é o único altar onde os moais estão de frente para o mar

O Ahu com o mar em frente
Nem todos os Ahus estão de pé, na verdade a maior parte está como o da foto abaixo. A Ilha é cheia de lendas, mistérios e histórias que dizem ser verdade. As suposições para os moais estarem no chão vão desde um terremoto até da vergonha da população, que não queria que os Deuses vissem a guerra. Por causa da guerra também foram retirados os olhos das estátuas, que em sua grande maioria, permanecem desaparecidos.

Moai e Ahu despencados
O vulcão onde era “fabricados” os moais chama-se Rano Raraku e exibe até hoje dezenas ou centenas deles em várias etapas da fabricação. Das mais diversas formas e tamanhos, é possível ver diferentes expressões em cada um. Alguns estão de pé, de maneira imponente, outros estão sendo soterrados com o tempo e alguns rolaram pelo vulcão.

Moais em volta do vulcão

Mais estátuas no vulcão Rano Raraku
Em qualquer local da ilha não é permitido tocar nos moais e no vulcão existe uma trilha que deve ser seguida. Os guias locais chamam a atenção de qualquer um que tentar se afastar dela.

Eu, um pouco fora da trilha

Adorei fotografá-los de todos os lados

O amigo aqui, entortou

Subindo o vulcão mais ainda

Olha o meu tamanho perto da cabeça dele

Adoro essa

A pedra marcada, de onde saíram alguns moais
O Ahu a que me referi lá no post sobre o blog é este:

Eu pequenina em frente

Não lembro porque este estava solitário
Como eu escrevi acima, dizem que um dia quase todos os moais da ilha foram para o chão. Este altar foi remontado por uma empresa japonesa que queria promover os seus guindastes. Rapa Nui não é um parque nacional ou algo assim, não recebe verba para proteção e nem cobra taxa dos visitantes. Assim não há dinheiri para que possam levantar os outros Ahus e não é sempre que aparece alguém querendo ajudar, mesmo que com fins publicitários.

Ficou faltando este moai que se partiu

Agora eu em primeiro plano
Ah, ainda tem:

Da base do vulcão

De cima do vulcão
O local das fotos a seguir, que é o de mais fácil acesso, fui todos os dias. A pousada em que me hospedei era bem pertinho mesmo, mas o local também não é longe do centro e todos vão a pé.

Aqui eu vim todos os dias

Este da frente é o único que ainda possui os olhos
No último dia, fui dar uma passadinha pela manhã antes de pegar o vôo. Olha só o que me esperava:

O mágico arcoíris



Andam dizendo por aí