Botando os cachorros pra correr

Eu viajo, tu viajas, ele viaja

E a minha casa fica cheia de lembranças 🙂

Tem coisas que eu trouxe e também presentes de outros viajantes. Presentes dos irmaos, amigos, colegas de trabalho, namorado e de pessoas que conheci durante a viagem.

Tem China, Marrocos, Cuba, Tailândia, Alemanha, Espanha, Estados Unidos, Uruguai, Chile, Tanzânia, Brasil, França, Indonésia, República Tcheca, Holanda, Argentina…

Varadero, Marraquexe, Beijing, Bangkok, Paris, Montevideo, Ubud, Ilha de Páscoa, El Calafate, Bonito, Porto de Galinhas, Madrid, Barcelona, Rio de Janeiro, Disney, Ilha Grande, Amsterdan, Salvador, Paris, Buenos Aires…

Psiu, clica numa das fotos que abre uma galeria bem bacaninha (tou testando novos recursos de imagem e uma nova máquina).

Ah, nao foi o Mickey que veio da Disney :-p

Cores, formas e texturas

Já contei que em Marraquexe as construções tem todas a mesma cor, um rosa-salmão-pastel. Acho que é por causa da proximidade com o deserto, deve facilitar na hora de esconder a sujeira.

Pra compensar, muitas formas, texturas e detalhes em outras cores.

No muro da medina, o padrão



Jemaa El Fna

É lá que quase tudo acontece em Marraquexe. A praça fica dentro da medina e tem programação diurna e noturna, além de ser o ponto de entrada nos souks.

Durante o dia o som das flautas toma conta. Flautas? Sim, fazem parte do “show”. Encantadores de serpente se espalham pela praça, eles e suas cobrinhas. É meio difícil explicar o calafrio que dá só de ver. Chegar perto? Nem pensar! Nem vou contar que eles andam com algumas cobras no pescoço e te oferecem pra tocar nelas. UI!

Amiga!

Vai encarar?

Isso é o mais perto que consegui chegar

Moças tatuadoras também ficam por ali durante o dia. Quase todas mulheres veste a burca ou pelo menos um lenço cobrindo o rosto.

Vai uma henna, aí?

Outra figurinha que tá sempre na praça é o vendedor de água (na verdade tem mais de um). Com seu chapéu inconfundível, ele zanza o tempo todo e serve sempre no mesmo copo a água que tem dentro do tamanduá (?! nãofaçoideiaquebichoéesse) que fica pendurado nas costas dele. Acreditem, vi muitas pessoas bebendo a água dele.

Quer um gole?

O tio se atualizou na moda, usa crocs

Na entrada da praça fica a mesquita com o minarete mais alto da cidade, e que por isso acaba saindo em muitas fotos. É dali que saem os passeios de charrete também. As barraquinhas de suco laranja e frutas frescas estão sempre lá.

A praça vista de cima de um terraço

Em volta estão dezenas de restaurantes típicos marroquinos em prédios cheios de detalhes, texturas, lustres coloridos… Cada um com seu terraço, que durante o dia fica vazio por causa do calor, mas lota fim de tarde.

À noite a praça muda completamente. Todas as tarde são montadas dezenas de barracas de comida, criando um imenso restaunte. Vou mostrar isso mais tarde, ok? Qualquer coisa que tu acha que ficou faltando neste post provavelmente vai merecer um post a parte. Embora Marraquexe possa ser visitada em poucos dias, contar e mostrar o que se vê pode render muitos posts.

Turistada no Marrocos

Bandeira do Marrocos

Marraquexe é completamente diferente de qualquer lugar que eu já tinha ido. A começar pela cor das construções, quase todas em tom rosa. Também foi a primeira grande cidade muçulmana, com mesquitas por todos os lados, e a primeira vez na África.

Como muitas cidades antiiiigas, tem uma grande parte em volta de muros. A parte de dentro é chamada de medina e é por ali que está 90% da programação.

Um bando de turista chega na cidade e qual programa decide fazer primeiro? Andar de charrete! 100% turista 😀

Não é o melhor jeito pra tentar entender a cidade, já que a gente se perde de tanto entrar e sair da medina e dobrar em esquinas, mas com certeza é divertido. É uma maneira de passar por lugares não tão turísticos por ali, mas bem rápido. Os cavalos andam por tudo.. calçada, rua, no meio dos carros, das pessoas… Não só cavalos, carros e motos  também. Andar por ali é sempre uma aventura, atravessar a rua nem se fala!

Um dos portões da medina

Não sei se estamos saindo ou entrando de novo

Andar na rua pra quê?

Entendeu, né?

Ficou mais difícil, então tem desenho e tradução

Curtindo o Marrocos

No Marrocos é obrigatório tomar chá de menta! Tá, é brincadeira, mas é a bebida típica e tem em todos os lugares. No fim de tarde ou depois do almoço é uma ótima pedida.

Outro costume do país é fumar narguilé. Eu que nunca fumei nada na vida e tenho pavor de fumaça, curti :-p Escolhemos um fumo com sabor de laranja bem bom.

Uma graça os torrões de açúcar

Curtindo um chá de menta

É um bule pra cada pessoa

Esse chá é mais selvagem

Curtindo um narguilé

Sagrada Família

Templo da Sagrada Família

Como escrever sobre uma obra destas? Vou tentar contar um pouco sobre o que fiz, vi e entendi. Mas nada se compara ao que se sente vendo ela de verdade. A parte de dentro foi a que mais me impressionou.

A obra mais famosa de Gaudí ainda não foi concluída. Tem guindastes e andaimes pra todos os lados. Fico pensando como será voltar quando eles não estiverem mais lá, a previsão pro término da obra é pra daqui uns 20 anos.

O artista, que faleceu durante a construção da Sagrada Família, utilizou neste trabalho inovações na área de engenharia, a começar pelo projeto. Ele utilizou um sistema com fios e sacos de areia, criando uma espécie de maquete inversa. Desde sua morte diversos arquitetos e engenheiros buscam reproduzir fielmente suas ideias.

Projeto

Este foi o único lugar durante a viagem em que aluguei o audioguia. Foi uma verdadeira aula sobre os símbolos cristãos, que estão presentes em cada cantinho da igreja – imensa por sinal. Claro que não anotei nada!

Passagens bíblicas são várias, além de muitos elementos da natureza. São duas as fachadas principais, a Fachada da Paixão, por onde se começa a visita, e Fachada da Natividade, a primeira a ser construída.

Fachada da Natividade

Fachada da Paixão

Detalhes

São várias as representações na fachada

A porta também impressiona

Se por fora tudo parece muito robusto, por dentro a leveza toma conta. Formas que copiam a estrutura da natureza vão do chão ao teto. Os pilares, que são explicados em detalhes no guia, são em formato de galhos de árvores e se dividem nos gomos. As cores diferentes são por causa do material diferente utilizado em cada tipo, dependendo da necessidade são mais fortes, mais altos e com mais ramos.

Os pilares típicos de Gaudí

Os vitrais garantem o colorido do lugar. A luz que passa cria um efeito muito legal. E o teto? A gente chega a ficar tonto de tanto olhar pra cima.

Tudo isso a gente visita com andaime e gente trabalhando por tudo. O barulho lá dentro é de obra mesmo, maçarico, serra, martelo e tudo mais. Constantemente as áreas liberadas para visita mudam.

Teto

Vitrais

Vitrais

As torres, que é o que mais marca nas centenas de fotos que vemos por aí, têm uma simbologia especial. Estamos acostumados a ver as oito das duas fachadas principais, mas no total são 18. 12 dos apóstolos, 4 dos evangelistas, uma dedicada a Virgem Maria e a que será a mais alta, dedicada a Jesus.

E é numa das torres que o tour continua. Depois de olhar tanto pro teto, subimos bastante e olhamos pra baixo :-p A subida é de elevador (no lado da fachada da Natividade tem beeeem menos fila), mas a descida – hehehe – por uma escada em espiral bem apertadinha. Em diversos pontos tem sacadas, onde a gente vê melhor vários lugares da igreja e vê também a cidade. As fotos abaixo foram todas tiradas de sacadas.

Da sacada da torre

Do alto da torre dá pra ver melhor as torres mais baixas

Mais um conjunto de torres

Seria um ovo?

Amado

Esse é o nome de uma das melhores praias para surf em Portugal. Faz parte de Sagres e está voltada para o Atlântico. A praia é deserta, conta apenas alguns bares e escolas de surf, que também alugam equipamentos. A única falha é que fecham bem cedo, não rola assistir ao pôr do sol tomando um cerveja por ali.

Para chegar até lá a estrada é bem boa, mas estreita. São muitas subidas e descidas e nenhum sinal do mar.

No caminho para Amado

Como todas as praias da região, ela é cercada por imensos paredões e tem areia branquinha e fina, boa pra caminhar ou pra se atirar pro banho de sol. A diferença em relação ao outro lado do Algarve é o mar mesmo, aqui tem ondas grandes e corrente forte.

Amado

Meu cantinho preferido nãoo foi na beira da praia, mas lá em cima das rochas.

🙂

Um trapiche garante que a gente vá com segurança até a ponta do penhasco e possa ver a praia praticamente de frente.

Mirante

Amado, vista do mirante

Na esquina de Portugal

Sagres

Quanta diferença!

Sagres fica na pontinha do Algarve e ali é só virar de lado, do sul pro oeste, que a paisagem muda completamente, principalmente o mar.

No lugar fica o Cabo de São Vicente, rochas enormes, com ondas batendo forte e um farol para completar a paisagem.

Na pontinha de Portugal

Sensacional

Farol de São Vincente

Não se enganem, o vento ali derruba a temperatura. Claro que os desavisados saíram da praia e não tinham nada com mangas para vestir.

O pôr do sol é lindo, dizem que o mais bonito do país.

Morrendo de frio

Pôr do sol no Atlântico

Lagos

Pra minha amiga me convencer a ir pra Portugal bastou que ela me falasse do litoral português. “Tem uma parte que é bem bonita”, disse ela. Foi só procurar no Google e já apareceu nas imagens o lugar ao qual ela se referia: Algarve! O planejamento ficou pra depois… só escolhemos o primeiro destino, Lagos, e decidimos que iríamos alugar um carro em Lisboa para ir até lá.

O Algarve é a região litorânea do sul do país, tem praias com mais agito e outras menos, mais infra ou menos, famosas ou não. Não sei ao certo quais critérios nos levaram a Lagos, só sei que escolhemos bem! Chegamos quase noite e até fomos a praia da Luz para procurar hospedagem, mas Lagos tinha mais opções mesmo, além de ser mais em conta.

Lagos tem uma parte antiga, murada, com ruas bem estreitas e onde estão quase todos os bares, lojas e restaurantes. Totalmente por sorte, tentando encontrar um endereço, paramos num hotel dentro da parte murada da cidade, do lado do centrinho, o que foi muito legal, já que tu vai querer conhecer várias praias e pra isso não adianta ficar muito próximo a nenhuma delas.

À noite a programação se concentra no centrinho, com várias opções de restaurantes, comida muito boa por sinal, e um bar do lado do outro, é só ir entrando de bar em bar até achar o que te agrada mais ou ficar na rua mesmo, onde está a maior parte da galera. Ah, a galera não era portuguesa, mas de vários cantos da Europa, e o inglês era o idioma mais falado. O chopp, cerveja de barril ou sei lá como se chama isso no resto do mundo, foi o mais barato da viagem, cerca de 1 euro um copo de 250 ml.

Voltando ao assunto principal que é praia, em Lagos conhecemos duas, a Dona Ana e a Ponta da Piedade.

Dona Ana é aquele tipo de praia que mais parece uma piscina. Água totalmente transparente e nem sinal de ondas, mas geladíssima. Pra chegar é preciso descer uma escadaria, mas nada difícil. O único problema é que na volta, depois de toda a subida, tu vai querer te refrescar de novo.

Demais, hein?

Adoro essa mistura de cores

A gente escolheu essa pedrinha aí em baixo pra se abrigar do sol, mesmo com placa de advertência pra não fazer isso. Segundo nossa amiga, essas pedras tombam mesmo!

Era uma vez uma pedrinha

A uns 10 minutos de carro da praia Dona Ana está a Ponta da Piedade, onde não há uma faixa de areia para se atirar. A atração aqui é o passeio de barquinho.

O desenho que o mar criou nas pedras por anos e anos aqui fica mais fascinante. Foram criadas piscinas mesmo, com algumas aberturas onde passam os barcos.

Ponta da Piedade

Indescritível

fototipomontagem

Tá mal esse povo do barquinho, né?

Essa falta de planejamento deu certo porque fomos no início de junho, quando ainda não é alta temporada. Em agosto dizem que todo o Algarve lota.

ps.: depois que escrevi o post e coloquei a comparação com piscinas que me dei conta do nome do lugar. Será que é Lagos por causa disso? Da ausência de ondas e algumas praias quase fechadas?