Uma charada rápida

Que lugar mágico é esse?

Que lugar mágico é esse?

No final de semana assisti um vídeo de quando essa escada era feita de madeira e bamboo, de um improviso bem menos firme do que esta de concreto, nada segura também – principalmente pra mim que não tenho equilíbrio e não abro mão do corrimão (já falei que sou mongolona).

Deu uma saudade e logo logo escrevo mais. Na foto eu já estou indo embora, já que para chegar a um dos destinos mais sonhados pelos surfistas do mundo todo, é descendo que se chega ao paraíso.

E aí, vai dar um chute?

Lakey Peak

Nada além de mar, sol e muito tempo pra descansar. O lugar é isolado, não tem nenhum vilarejo muito próximo e todos lá vivem do turismo, ou melhor, dos surfistas. Com pouca infra-estrutura, os hotéis de Lakey Peak são todos coladinhos no mar e de lá não rola ir pra outros lugares.

Já que não dava pra ficar desbravando muito o lugar – os meninos ficavam pegando onda e nenhuma menina se anima a andar muito longe do hotel – minhas preocupações se resumiam a escolher o sabor do suco e decidir se o próximo mergulho era no mar ou na piscina.

Calor, muito calor. Pra compensar: água! Mineral para beber, da piscina e do mar para refrescar. Não sei se já passei mais calor do que lá. Ficar tomando banho de sol não era muito fácil, o melhor mesmo era dentro do mar… e que mar! Água quente e muito clara. As ondas perfeitas não atrapalham em nada quem só quer nadar. Da areia até onde ficam os surfistas forma-se uma enorme piscina natural por causa de uma barreira de corais – que agrada a todos, já que é nela que quebram as ondas.

Foram vários dias de vida muito boa, que tento mostrar um pouco nas fotos abaixo.

Pôr do sol, da piscina do hotel, na hora da cervejinha

Pôr do sol, da piscina do hotel, na hora da cervejinha

Dentro dágua

Não falei que a água era cristalina?

A casinha é velha conhecida dos surfistas

A casinha é velha conhecida dos surfistas

Já ouviram falar em Sumbawa?

A Indonésia é composta por mais de 18 mil ilhas e conhecer todas acredito ser praticamente impossível! Dentre as que conheci em junho deste ano está Sumbawa.

Mas o que eu fui fazer lá? Fui por causa das ondas, não é óbvio? Claro que pra mim e pra quem não é surfista isso não é nem um pouco óbvio, já que nunca ouvimos falar, mas viajar acompanhada tem dessas diferenças, tu faz coisas que jamais escolheria fazer.

Foi na ida a Sumbawa que tirei a foto de Gili de dentro do avião. O vôo de aproximadamente 40 minutos é tranquilo e o avião nem sobe muito.

O lugar não é muito turístico e a população é extremamente pobre. Acredito que grande parte viva da plantação de arroz, que marca a paisagem da ilha. Foi lá que estive no meio de uma população muçulmana pela primeira vez (ou seria a única?) e pude perceber diferenças chocantes na cultura. Como esperado, mesmo com temperaturas elevadíssimas quase todas as mulheres usam um lenço cobrindo a cabeça, além de roupas que escondem bastante o corpo.

Meu destino em Sumbawa foi Lakey Peak, o ponto mais famoso pra surf lá, com vários picos bem próximos uns dos outros. O trajeto de carro do aeroporto até o hotel foi uma aventura (o da volta nem se fala). O motorista parecia não se dar conta que a rua era um tanto perigosa para a velocidade que andava – rua estreita e com muita gente em volta, além de bichos, bicicletas, arroz secando…

Mas por que eu achei chocante a diferença de cultura? Acho que Lakey Peak foi o lugar mais quente que já estive até hoje e o mar é clariiiinho, em diversos locais formam-se piscinas com água bem quentinha. Só que o povo não costuma tomar muito banho de mar e quando fazem isso estão de roupa. Quando eu e minhas amigas resolvemos ficar na beira da praia pegando  sol não foi muito agradável… diversos homens ficaram tirando fotos nossas e nos olhando como se fôssemos seres de outro mundo. Um experiência diferente e que não me fez sentir bem.

A estrada passa pelo meio das cidades

A estrada passa pelo meio das cidades

As casas são coladas na estrada

As casas são coladas na estrada

Ficava um pouco pior quando apareciam uns bodes

Ficava um pouco pior quando apareciam uns bodes

Para deixar o dia mais leve

A primeira notícia que li hoje quando acessei a internet foi sobre um terremoto na Indonésia, com alerta de tsunami inclusive  (lê aqui). Por já ter chegado tão pertinho do lugar a gente sempre sente algo diferente, tipo “… e se eu estivesse lá”, pensa nas pessoas que estão no local, principalmente quando gostou do lugar e acaba ficando triste.

Na hora me lembrei de uma coisa que aconteceu em Bali e agora estou meio perdida sem saber como começar a contar, por isso perdoem a total falta de ritmo!

A questão é que a maior parte da Indonésia é muçulmana, mas a população da ilha de Bali é quase totalmente hindu. São crenças e costumes muito diferentes e diferentes também dos nossos, de um país predominantemente católico. Em Bali, todos os dias, até duas vezes ao dia, é possível ver o povo fazendo oferendas aos deuses. As mais comuns são em pequenas caixinhas de palha, onde são colocadas flores, incenso e algum alimento, em geral arroz. É comum também ver as mulheres preparando as caixas e separando flores o dia todo.

O povo é incrivelmente místico e até a altura em que a roupa lavada é pendurada para secar tem a ver com os deuses. Para os balineses, os deuses estão no alto, nas montanhas… e no mar vivem criaturas do mal, como demônios. Por isso é que o varal tem uma altura bem baixinha, pra não atrapalhar, digamos assim, a comunicação.

Bueno, numa tarde, estávamos eu, minha irmã e uma amiga na beira da praia em Balangan, recebendo uma deliciosa massagem nos pés. Papo vai, papo vem, a amiga pergunta: “O tsunami atingiu Bali?”, referindo-se ao tsunami que devastou vários locais da Ásia em dezembro de 2004. Uma das balinesas que fazia massagem prontamente respondeu: “No tsunami in Bali”. A pergunta da nossa amiga foi em português pra mim e minha irmã, mas além do costume dos balineses de conversar muito com os turistas, claro que as palavras Bali e tsunami na mesma frase formavam uma pergunta óbvia.

A explicação foi uma das mais bonitas que já escutei, para qualquer coisa! Segunda ela, um tsunami não atingirá Bali enquanto os balineses continuarem a fazer oferendas para o mar. Eles fazem isso diariamente, inclusive com festas para agradaver os terríveis seres que ali vivem. Eles sabem agradar não apenas os deuses, mas também acalmar quem os possa fazer mal. Concluiu dizendo que em Java, por exemplo, eles não eram hindus, então não faziam estes agrados e acabavam enfrentando este tipo de situação ruim.

Eu fiquei lá, boquiaberta, achando aquilo muito fofo 😉 A sensação de ver alguém com uma fé realmente verdadeira, encanta. E tu? Não gostou da minha historinha?

Ubud

Estar numa ilha maravilhosa e se deslocar lá pro meio dela, há pelo menos 2 horas da praia, não parece um programa muito interessante, né? Mas eu gostei :-p

Ubud é o centro cultural da ilha e a região da Monkey Forest é bonita e arrumadinha, com pousadas super confortáveis, tudo muito organizado e atraente. Vale muito a pena “perder” um ou dois dias lá, assistir a um dos diversos shows e poder caminhar num lugar onde a confusão passa longe.

As diversas lojas têm autênticos produtos balineses de muito bom gosto que não vi em nenhum outro lugar da ilha, e com uma boa pechincha, saem por um ótimo preço. Pra quem tiver muito tempo na ilha, o que acha de esticar essa paradinha pra fazer um curso de entalhe em madeira? Eles são mestre nisso.

É também um destino para relaxar muito, os spas estão por toda parte e as pousadas e hotéis estão preparados pra te fazer esquecer dos problemas – nada como caminhar na Monkey Forest e ver diversos macaquinhos a qualquer hora. Várias pousadas são do outro lado do parque e é possível chegar ao centrinho passando por dentro dele. Além disso, a vista pra campos de arroz ou mesmo pro vulcão de Bali, acalma qualquer um!

A parte não legal de Ubud está nos preços dos restaurantes e nos programas engana-turista, dos quais por sorte me livrei!

No meio da Monkey Forest

No meio da Monkey Forest

À noite o programa escolhido foi um show no Ubud Palace de música e dança balinesa. Simplesmente uma hora e meia de hipnose 😉 Instrumentos jamais vistos pela ocidental aqui, que juntos faziam um som delicioso. As histórias representadas em formato de dança por crianças, mulheres, homens e monstros fica ainda mais linda com as paredes do Ubud Palace ao fundo.

"A banda"

"A banda"

Que olhão!

Que olhão!

Linda menina borboleta

Linda menina borboleta

Kuta

Kuta é um mal necessário em Bali. Lá estão os melhores preços para alugar um carro, trocar dinheiro ou comprar bugigangas. A praia eu nem conheci.

Na primeira noite em Bali cheguei super tarde e faminta… direto pra Kuta. Galera na rua, vários bares e festas, música alta por tudo. Como primeira impressão não foi ruim. Escolhemos um restaurante na sorte na Legian – rua que corta diversas praias –  super bonito, agradável e com comida boa (era só um espagueti mesmo :p).

Destino de muitos turistas, agrada quem está em Bali pela festa e incomoda muito quem quer só praia. Fora as 2 ou 3 vezes que fui até lá pra comprar, trocar dinheiro, etc… não fui nem pra uma cervejinha. No fim de tarde dá vontade de largar o carro no meio da rua, tamanha é a confusão. Minha praia é outra!

O templo de Uluwatu

Pôr do sol em no templo de Uluwatu

Pôr do sol no templo de Uluwatu

A foto acima talvez seja de um dos locais mais divulgados de Bali. A imagem aparece em todo tipo de divulgação da ilha e quase todos os visitantes passam lá pra apreciar este pôr do sol abençoado.

A combinação de mar, templo na beira do penhasco, natureza e sol se pondo no oceano nos dá o privilégio de passar momentos de total admiração.

Todos os dias o local fica cheio de turistas pra contemplar mais um show da natureza em Bali. Além do sol, do mar, das pedras… quem aparece em grade quantidade são os nem tão simpáticos amigos aí em baixo. Nem tão simpáticos porque chegam perto das pessoas por uma única razão: comida! A galera dá de tudo pra eles, há vendedores de bananas e amendoins aos montes, mas os amigos-macacos não estão satisfeitos… querem sempre mais.

Assim de longe até são queridos e engraçadinhos

Assim de longe até são queridos e engraçadinhos

O que será que ele está comendo?

O que será que ele está comendo?

Eu, mongolona como sou, me escorei no parapeito para ficar olhando o mar… tava tão lindo. Só que fiquei tempo suficiente pra me distrair completamente e não perceber que o macaquinho se aproximava. Com o pensamento láaaa longe foi que levei um MEGA susto: o fulaninho aí se atracou nos meus cabelos. E eu jurava que tinha seguido as recomendações de tirar todas as coisas que pudessem chamar a atenção do macaco… ficou a piranha no cabelo, que ele devora com todo prazer na foto aí em cima.

Como chegar em Gili

As 3 pequenas ilhas vistas de cima

As 3 pequenas ilhas vistas de cima

A foto acima é de minha autoria… passei de avião sobre as ilhas e não pude deixar de registrar… elas são realmente pequenas… eu não estava tão alto assim. Da esquerda para direita estão Gili Trawangan, Gili Meno e Gili Air. Esse outro pedaço de terra à direita é Lombok.

Só que não foi de avião que eu cheguei lá, foi de barco, pela empresa Gilicat – http://www.gilicat.com/. O serviço é legal, te buscam de van e na volta te levam pro hotel de novo (claro que em determinadas regiões de Bali apenas).

A ida foi numa manhã bem tranquila, durante a hora e meia que fiquei no barco aproveitei pra ler meu livro e minha irmã até dormiu, mas a volta… céus! Em menos de 1 minuto a coisa já começou a incomodar, ou melhor, as coisas: as ondas! Eu avisei que de tarde o mar não era tão tranquilo e pra piorar, tenho certeza que tinha entrado um swell naqueles dias. 1 hora e meia pulando no mar, com ondão e direito a surf de lancha (sem falar numa mocinha que passou mal a viagem toda e não parava de pedir novos saquinhos – eca).

Sei que tem um outro barco maior que leva 6 horas e é mais barato também, mas acredito que cuidando as condições do mar, ninguém precise passar pelo o que eu passei e escolha o dia e horário certo pra pegar a lancha rápida.

Padang Padang

A praia que está presente em centenas (ou milhares) de vídeos de surf pode decepcionar àqueles que sempre quiseram conhecê-la. Padang Padang faz parte da região de Uluwatu e com dezenas de pousadas simples e baratas recebe muito brasileiros. O português é praticamente a segunda língua das moças que fazem o café da manhã nas pousadas, das vendedoras de sarong (cangas) e das massagistas na beira da praia.

As ondas não rolam todos os dias, nem mesmo todas as semanas. Nos vários dias em que estive em Bali grande parte do tempo fiquei hospedada bem em frente ao acesso de Padang Padang. E as ondas, hein? Não deram sinal enquanto fiquei lá. Ficou por conta da imaginação!

O visual de cima já é demais, mas descer os degraus em meio a rocha até o mar deixa tudo ainda mais interessante. A beira da praia é de uma areia confortável e o banho de mar é muito gostoso.

Dá pra negar um banho de mar?

Dá pra negar um banho de mar?

As ondas parecem perfeitas, mas estão muito pequenas.

As ondas parecem perfeitas, mas estão muito pequenas.

Jimbaran

Não estou falando da famosa balada de Xangri-lá e sim da praia. A praia que dá nome a essa festinha tá lá em Bali e com um agito bem diferente.

Pôr do sol mega iluminado

Pôr do sol mega iluminado

A praia oferece pouca infra-estutura pra quem pretende aproveitar o dia, é quente de mais, sem sombra e poucos lugares tem guarda-sol. O forte mesmo são os restaurantes que espalham as mesas na areia mesmo. O ponto alto de Jimbaran é o fim de tarde, quando a praia extensa e sem ondas recebe milhares de turistas que vão apreciar o pôr do sol no mar e ficam para um delicioso jantar à luz de velas. É uma combinação de clima aconchegante e comida boa. Claro que o programa não tem nada de exclusivo, são dezenas de restaurantes e milhares de pessoas, mas garanto que todos bem acomodados. Em cada restaurante uma programação diferente, de shows de dança a bandas que vão de mesa em mesa (atrações boas ou nem tanto).

Este programa pôr-do-sol-mais-janta está entre um dos clássicos de quem vai a Bali. Eu gostei e repeti 😉

As mesinhas onde depois o povo janta

As mesinhas onde depois o povo janta

Os barcos dos pescadores

Os barcos dos pescadores

De dia quem toma conta da praia são os pescadores e os barquinhos deixam a paisagem bem colorida. Ah, olhem a foto abaixo e vejam… o que é aquilo em meio aos barcos??

Tão vendo ali?

Tão vendo ali?

O aeroporto de Bali é bem ao lado de Jimbaran, e a pista foi construída para dentro do mar.

Essa imagem se repete muuuuitas vezes ao dia

Essa imagem se repete muuuuitas vezes ao dia