Uma tentativa de esquiar

Já que o inverno está chegando, tentando pelo menos, vou escrever sobre programa de frio!

Em 2007 foi a primeira e única vez em que tentei esquiar. Não vou mentir, jamais diria que eu consegui. Medo, insegurança, falta de coordenação e mais um pouco de medo me impediram de fazer isso.

Estando em Santiago, no Chile, é muito fácil encontrar uma agência que te leve para passar o dia na cordilheira, em alguma estação de esqui. Como eu estava viajando sozinha, encontrei parceria no albergue. Fui com mais duas meninas para El Colorado, mais perto da cidade do que o famoso Valle Nevado.

A emoção já começa antes mesmo de chegar à estação. A estrada é inclinada, muito sinuosa e pode ter gelo na pista (o que foi o caso). Era julho, época de neve, então não escapamos de uma paradinha para colocar correntes em volta dos pneus da van. Se for possível conter o nervosismo, olhar a paisagem já vale grande parte do programa. Quanto mais alto, mais branquinha fica a montanha.

O curioso é que fui num dia de semana, uma quinta-feira ou coisa assim, e a estrada tava abarrotada de carros da região mesmo, de pessoas que não eram turistas. Algo parecido com o que temos no verão para ir a praia, só que temos isso no final de semana. Na descida, a mesma coisa…. mega congestionamento!

Subindo

Subindo

Chão branco, céu azul. Belo contraste

Chão branco, céu azul. Belo contraste

Esquiar me pareceu muito legal, mas o fato de não estar com nenhuma pessoa realmente próxima, caso acontecesse algum acidente, não me deixou à vontade para descer a pista. Fiz apenas uma hora de aula e depois tentei uns “percursos” bem curtinhos. É quase uma humilhação quando tu olha uns toquinhos de gente (as crianças) indo lá no alto e te dando um banho! Pelo menos não fiz fiasco 😉

A medrosa se preparando pra aula

A medrosa se preparando pra aula

Os corajosos

Os corajosos

Ah, El Colorado tem um pequeno vilarejo encantador, lindo pra quem quer ficar mais de um dia nas montanhas.

Quem não se adaptar ao esporte, pode tirar fotos como eu!

Quem não se adaptar ao esporte, pode tirar fotos como eu!

Santiago do Chile

Como é legal ver a cordilheira praticamente de qualquer lugar! A capital do Chile é assim. Apesar da poluição que paira sobre a cidade, durante o dia é possível ver os picos brancos no horizonte.

A cordilheira ao fundo

A cordilheira ao fundo

Santiago é grande, mas chuto dizer que não seja muito maior que Porto Alegre. É fácil se deslocar pela cidade de metrô e, quando necessário, o táxi não é muito caro. No centro tem diversos locais que podem ser visitados numa caminhada (fiz em duas etapas). O mercado central de lá, ou público como a gente costuma chamar, tem ótimos restaurantes, coisa que muitas vezes em outras cidades é apenas propaganda enganosa. De lá é possível ir até a Catedral e o o Correio Central, prédios históricos bem no centrão da cidade.

O mercado central

O mercado central

A catedral no centro de Santiago

A catedral no centro de Santiago

Correio Central

Correio Central

A Casa de La Moneda é o palácio do presidente e tem a sua volta os prédios de diversos ministérios e outos órgãos do governo federal. Numa daz vezes em que fui lá havia inclusive uma banda do exército tocando na praça em frente. Ainda na caminhada pelo centro fui até o Cerro Santa Lucia, um parque num pequeno morro que se sobe a pé e de onde tem uma vista panorâmica da cidade e da cordilheira.

Casa de La Moneda

Casa de La Moneda

A entrada do Cerro Santa Lucia

A entrada do Cerro Santa Lucia

A vista lá de cima

A vista lá de cima

Em Santiago viveu durante muito tempo o grande escritor Pablo Neruda, ganhador de um prêmio Nobel, que acabou deixando o país por causa da ditadura. Sua casa foi praticamente destruída, depois restaurada e hoje é um museu. La Chascona, como ele mesmo nomeou a casa, é dividida em três partes que não tem ligação direta. Uma parte social, uma íntima e a biblioteca. Na foto estou no jardim entre a parte social (abaixo) e a biblioteca (acima), ao fundo estão os quartos e uma sala íntima.

Foto simpática

Foto simpática

Fachada da casa

Fachada da casa

O Chile é conhecido pelos vizinhos por seus vinhos e eu não podia deixar de conhecer uma das muitas vinículas da cidade. Fui na Concha y Toro, que além dos bons vinhos, fica num lugar lindo, com árvores de diversos locais do mundo, e parreiras intermináveis, mas deixo aqui um registro mais curioso.

Na Concha y Toro

Na Concha y Toro

Em Santiago optei por ficar num albergue, procurei pela Internet mesmo, me informei com os amigos sobre a localização e fui na sorte…. por sinal, dei sorte hein?! Minha janelinha é a mais de cima à esquerda. Olha que bonito:

Minha casinha é a vermelha

Minha casinha é a vermelha