Uma bela cidadezinha na montanha

É, eu sei que o normal é pensar na Califórnia e imaginar o mar, ondas e muito sol. Mas o estado é enorme e tem também várias montanhas e muita neve, que formam um ambiente perfeito para prática de esportes de inverno, que a gente estava tentando fazer.

O local escolhido para conhecer este outro lado – mais frio e montanhoso – foi Lake Tahoe, que tem como astro pincipal…

o lago!

Água cristalina e congelante

Lake Tahoe, o lago, é tão grande que tem mais de uma cidade em volta e se divide em 2 estados: Califórnia e Nevada. Não dei toda a volta ao redor, mas acho que é algo bem interessante, com a paisagem semelhante, mas com cantinhos especiais. Outra coisa legar é ver as diferenças entre os estados, que tem leis bem diferentes,  sendo que no lado de Nevada tem cassinos pra quem estiver a fim de fazer umas apostas.

A cidade que fiquei chama-se South Lake Tahoe,  faz parte da Califórnia e está toda na volta do enorme lago. Muito calma, com ares de filme de suspense e com pouco movimento, já que era fora de temporada, tem a maior parte dos hotéis no máximo há uma quadra da margem.

Eu já falei que o lugar é lindo? O lago é rodeado pelas montanhas que emolduram todas as fotos e a tranquilidade é tua companhia constante. Apesar do dia maravilhos, não rolou coragem de colocar nem os pés na água. Já estávamos na primavera e o sol esquentava bastante, mas era só ir para a sombra que já dava um friozinho. À noite estava tão frio quanto as noites do inverno aqui no RS.

Me!

Imagina com mais neve!

Na Califórnia nao poderia faltar um trapiche

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Rodaanndo

Muita disposição pra andar de carro e nenhuma distância nos empedia de conhecer algum lugar na Califórnia ou por perto. Depois de San Fran a galera subiu a serra e encontramos…

neve!

Bastante neve!

Acho que já teve muito mais

A pessoa vive num país tropical...

... e não para de fotografar

Mas mesmo assim a gente não pôde fazer o que queria, que era esquiar. As estações de esqui tinham fechado uma semana antes.

Ah, onde foi isso? Conto depois 😉

Pedalando, pedalando…

Eu já adiantei qual foi meu programa preferido em San Francisco e melhor do que contar, é mostrar.

Logo no início uma prainha

Até aqui tava "zúper" fácil

Cada vez mais boni!

Depois de uma subidinha, tou chegando!

Paradinha pra foto (ufa!)

E já do outro lado

E a vista de San Fran

Foram mais de duas horas para chegar a Sausalito, a cidade “em frente”. Até dá pra dizer que é um exercício, mas na real a gente fica mais tempo parado do que andando mesmo. São muitos lugares legais pra fotografar.

Recomento muitíssimo a todos que forem a San Francisco a atravessar a Golden Gate Bridge de bicicleta. A ponte, que é um dos símbolos mais clássicos da cidade, não faz feio!

Já na volta o ferry foi uma ótima pedida…

E ainda passamos do ladinho de Alcatraz

San Francisco tradicional

Depois de ter contado sobre o que eu não gostei muito, vamos a parte boa. O que eu esperava de San Francisco e ela não me decepcionou.

Eu imaginava uma cidade bonitinha, com casas coloridas em tom pastel, coladinhas uma na outra. Prédios baixos e enfeitados que se parecem com as casas, criando uma simpática harmonia. Elas estão lá mesmo, espalhadas por toda a cidade, fazendo poses a todo momento pras nossas câmeras.

As casas pela cidade

O prédio é fofo também

Claro que também tinha uma expectativa quanto aos bondinhos passando com a sineta tocando e as pessoas saltando deles a qualquer momento. Entrar e sair do bonde não é assim em qualquer lugar, mas eles realmente passam a toda hora em diversos lugares e andar neles é bem divertido.

O bonde

Dando uma voltinha

Olha o bonde!

Olha a lomba!

San Francisco é uma cidade com muitas lombas, muitas e bem inclinadas. Os bondes descem super rápido e é melhor se segurar bem forte pra nao sair voando.

Nem sempre é fácil sair pra caminhar. Caminhadas muito longas podem acabar num retorno de táxi – ou pernas bem cansadas. O legal dessas áreas mais altas, combinado com a arquitetura de prédios baixos, é que se enxerga lugares bem distantes.

Opa, personagem principal já?

Hey, essa ilha é famosa também

Deu pra entender pelas fotos acima, né?!

Alcatraz

E já que Alcatraz apareceu por aqui, por sinal a ilha sempre dá um jeitinho de aparecer, vou contar uma coisa. De diversos pontos da cidade ela chama atenção e eu não fui visitá-la! Não tenho uma explicação muito boa pra isso, mas eu simplesmente não quis visitar um presídio. Sei lá, não tava no clima. Preferi caminhar sem rumo num bairro qualquer.

E foi ótimo. Adorei a cidade!

San Francisco

A cidade tem tanta coisa pra ver e fazer que eu fiquei com a estranha sensação de que eu não fiz nada (ou quase nada, pra não ser tão dramática). Mesmo tendo passado 3 dias, foi o lugar que fiquei com a maior impressão de ter aproveitado pouco em relação ao que a cidade oferece.

É fato que a gente sempre vai embora dos lugares que gosta querendo voltar logo pra fazer tudo de novo e conhecer o que não deu tempo, mas em San Francisco isso foi um pouco diferente. Durante os dias que eu estava lá que eu fui descobrindo coisas que eu não poderia aproveitar nesta viagem, mas nem tinha ouvido falar antes. Só não dá pra ficar triste, vamos continuar aproveitando o que foi programado. A parte boa é que a gente sempre aprende alguma coisa…

Talvez ler um pouco mais sobre o destino antes da viagem seja o principal. Ler mais não significa adicionar mais coisas ao seu roteiro, mas escolher melhor como aproveitar o tempo. Desde que li a série de posts “Bike the Bay” no Hotel California tive certeza de que esse seria o ponto alto dos meus dias lá e não estava errada, fui logo tratando de reservar o primeiro dia de sol que aparecesse e sem me preocupar com quanto tempo o passeio iria durar.

Eu já contei que sou iluminada? Viaje comigo e suas férias terão pouquíssimos momentos de chuva (mas isso e o passeio de bike são assuntos pra outros posts).

Tá, mas o que eu quero contar mesmo?

Vou começar pela rua mais famosa da cidade, Lombard Street.

Lombard Street

Ela não tem muita graça e gerou uma certa decepção já que a expectativa era alta. Acho que nem dá pra entender pela foto porque ela é tão famosa. Não perdi tanto tempo, mas poderia ter aproveitado melhor outras coisas.

Outro lugar é o Pier 39.

Pier 39

e seus ilustres moradores

Um amontoado de lojinhas e lobo marinho não deveria fazer parte da programação “obrigatória” da cidade. Juro que ela tem bem mais pra oferecer.

E por último, prometo ser boazinha, já que o lugar não é ruim, eu que fui mal informada mesmo. Achei que a Union Square era um lugar mais simpático, mas é o centrão da cidade mesmo e a vida por ali acontece principalmente durante o dia. Fui jantar na Cheesecake Factory no terraço de um dos prédios em volta (delícia!) e até susto tomei de mendigo.

Union Square

Mas o que eu quero mesmo é mostrar que às vezes os pontos mais famosos, mesmo que necessitem de apenas alguns minutos para conhecer, não são os mais legais e menos ainda a melhor maneira de gastar o seu tempo, que é o que há de mais precioso numa viagem.

E o que ficou pra trás por total falta de informação e tempo no planejamento?

O Golgen Gate Park!

Mairinha, que amadorismo. Na minha cabecinha esse parque só poderia ser… junto a Golden Gate, certo?

“Que burra, dá zero pra ela!”

Na verdade o parque está no meio da cidade, é enorme – maior do que o Central Park em NY – e eu não tive nadicas de tempo pra caminhar nele 😦 Não tenho dúvidas de que o parque é lindo e tem muita coisa pra ser aproveitada.

17 mile drive

Há quem diga que essa estrada faz parte da Highway One e ache até a parte mais bonita. Eu acho que não é nem um nem outro!  Parece um condomínio fechado com um clube e que cobra dos demais a visita.

Fica na cidade de Carmel e já que a gente ia passar do ladinho pra ir até San Francisco, porque não entrar?

Depois dos penhascos enormes da One achei que tem pouca graça. O astro principal é conhecido como The Lone Cypress.

Taí o solitário

Mas até que o lugar tem diversos moradores simpáticos como estes dois abaixo:

Até posam pra fotos

Fingindo que não tá nem vendo

ps.: olha quem me acompanhou desde a Disneyland e aqui desceu do carro:

Mickey Mouse

O ponto alto da HW One

O pôr do sol é lindo, mas é com o sol lá no alto que o visual na estrada mostra porque merece a fama. Só assim a gente pode ver todas as tonalidades de azul e verde do mar e como o homem conseguir dar um toque 😉

Vontade de estar naquela prainha, né?!

Ou num barco?

O segundo dia na estrada começou mais cedo e no sentido contrário, já que depois do pôr do sol tomamos uma estrada diferente. Assim logo chegamos ao lugar mais famoso da estrada, as pontes de 1930, que estão na maior parte das fotos da estrada.

São duas as pontes, mas é bem difícil diferenciar assim pelas fotos. Dá um friozinho na barriga ao passar por cima.

Ponte número 1

Ponte número 2

Me!

Mais de pertinho

Por causa dos bloqueios não foi possível andar em toda a estrada e ficou faltando conhecer algumas partes, como uma caichoeira que cai junto ao mar! Incrível ter tantos lugares impressionantes numa estrada só.

Aproveitando a estrada

Uma parte da viagem a Califórnia tinha como objetivo aproveitar a paisagem da estrada mesmo. Não tou falando de qualquer estrada, mas de uma das mais bonitas do mundo,  a Highway One – ou One pros íntimos. Ela é especial numa parte mais curta, não é tão famosa pra quem nunca foi a Califórnia, mas há quem diga que é a mais bonita e eu não ia chegar tão perto e não ir até lá pra conhecer.  Ela entrou no roteiro quase como personagem principal, tendo dois dias praticamente exclusivos.

Saindo de LA aproveitamos para conhecer Santa Barbara, que fica logo no início da One e é super fofa, mas só paramos para o almoço e continuamos na estrada, já que precisávamos de tempo suficiente para muitas paradas até Carmel, destino final do primeiro dia na One.

São muitas curvas, subidas e descidas e uma vista que te faz querer parar a todo momento. Essa é a atração principal, uma estrada bem próxima aos penhascos, altíssimos por sinal, com a companhia do mar, formando um visual incrível.

Tá vendo a plaquinha com a indicaçao das curvas?

A estrada não é só linda como também traiçoeira – não tente calcular o tempo pelo número de quilômetros – e logo no início nos deparamos com um bloqueio. É comum que trechos da estrada estejam obstruídos e seja necessário dar meia volta. Fomos quase até o ponto de interrupçao, mas um hotel e restaurante na ponta de um dos penhascos nos fez ficar por ali e curtir o pôr do sol.

A ideia era ver o pôr do sol bem mais adiante, mas a gente não poderia ter tido mais sorte. O lugar era perfeito pro momento e um mirante deixou tudo mais mágico.

Momento especial na estrada

Fazendo pose no mirante do hotel