O melhor albergue do mundo

Tá lá gente, na capa do hostelworld.com há meses!

O Travellers House é o melhor hostel do mundo na opinião de um montão de gente e na minha também.

Num prédio antigo completamente reformado no centro de Lisboa fica este albergue que está muito acima de qualquer expectativa. Reservei para as 2 últimas noites da viagem, dias em que a gente pensa muito em voltar pra casa, e este lugar me fez querer ficar mais.

Fomos rececibido pelo João, gente muito boa, daquelas pessoas que são super simpáticas, sem serem chatas, que além de nos receber muito bem, ainda deu uma ótima dica de almoço ali pertinho, onde comi um bife ao café indescritível.

Sabe qual o único problema do lugar? Escadas! Tu passa o tempo todo subindo e descendo. No primeiro andar ficam alguns quartos e as áreas de uso comum, que são a recepção com 1 minibar, sala de estar – onde rola uma janta toda noite, sala de TV, sala de computadores, sala para comer – não pode comer nos outros ambientes – e cozinha, que tem suco, café, leite e chá free o dia todo. Todos lugares muito bem equipados e com decoração impecável.

Adorei a decoração

Lustres e espelhos bem posicionados

Anúncio da janta da noite

Na hora da janta a sala de estar fica lotada

Claro que nessa hora pode comer por ali

Sala de computadores - 3 Mac novíssimos

Guias de viagem do mundo todo

Nossos quartos eram todos no terceiro andar e todo mundo recebe um cartão para acessar o seu andar e seu quarto (em alguns é chave normal), ou seja, só teus vizinhos de andar vão circular por ali e usar o mesmo banheiro que tu. Em 6 pessoas pudemos experimentar diversos tipos quartos.

  • compartilhado para 4 pessoas, misto: 2 beliches, com camas grandes, equipados com vários porta trecos e um locker onde realmente cabe tua mala.
  • individual: tamanho bem adequado para uma pessoa.
  • casal: pagar mais caro em hotel pra quê mesmo?

Além deste, Lisboa sempre tem mais um hostel entre os 10 melhores do mundo (mais um ponto para Portugal :-p), e não foi esse meu único critério de escolha, mas não poderia ter sido melhor.

Ah, mais um detalhe. Dentro do prédio tem uma clínica de odontologia perdida no segundo andar, o único que não pertence ao hostel. Vai que precisa, né?

ps.: final de viagem a gente esquece de tirar foto e as poucas que tirei não mostram tudo que eu queria 😦

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Como foi bom conhecer Montevideo

Catedral na Plaza Matriz

Catedral na Plaza Matriz

Adoro cidades que tu sai com gostinho de quero mais, de voltar aos lugares que gostou e de ir aos que teve que deixar de lado. Na minha primeira ida a Montevideo, não tinha dado tempo pra curtí-la e ver como é legal. Simplesmente por uma questão de organização da minha cabeça, vou escrever sobre  o final de semana mais ou menos na ordem do que fiz por lá 😉

O vôo saiu de Porto Alegre já na madrugada de sábado e como o Uruguai já estava no horário de verão, chegamos ao hostel pelas 3:30. Hostel superbemlocalizado na Ciudad Vieja – primeiro ponto positivo –  do ladinho da Plaza Matriz, que atravessamos para fazer um lanchinho sem problema algum. A sensação de segurança faz com que tu gostes mais ainda do lugar, não?

Antiguidades na praça

Antiguidades na praça

9:30 da manhã todo mundo de pé! Na Plaza Matriz uma feira de antiguidades tomava conta do lugar seguida por uma outra de artesanato na ruazinha que vai até a Plaza Independencia. A Plaza Independencia, que marca o início/fim da Avenida 18 de Julio (a mais movimentada da cidade) tem como ponto alto a estátua e mausoléu do General Artigas – grande herói nacional.

Artigas

Artigas

O topo do prédio pode ser visto de vários pontos da cidade

O topo deste prédio pode ser visto de vários pontos da cidade

Após uma longa caminhada pelo Centro, pegamos um táxi de volta ao hostel e de lá caminhamos até o Mercado del Puerto para o almoço. Mais uma caminhada agradável pelas ruas da Ciudad Vieja, com prédios antigos, mas bem conservados e que mesmo sendo coladinho no porto, é seguro (pelo menos durante o dia). Ah, e o almoço? Escolhemos o tradicional El Palenque, que havíamos visto indicação em mais de um site. Em 7 pessoas ficou fácil pedir um pouco de cada carne e comer uma parrilla deliciosa com cordeiro, assado de tira, chorizo… Para acompanhar batata ao roquefort… nham nham, delícia! Depois de sair do almoço rolando fomos caminhando até… o Freddo! Tudo bem, a gente já tinha caminhado bastante e ainda bem que comemos o sorvete no sábado, porque no domingo tava fechado (que deceps).

Prédios na Ciudad Vieja com o porto ao fundo

Prédios na Ciudad Vieja com o porto ao fundo

A noite de sábado começou no tradicional Fun Fun, escutando um tango muy bueno 😉 Ah, claro que dava pra ir a pé até o bar, mas como não sabíamos fomos de táxi e depois voltamos caminhando e congelando. Para completar, muita ceva no hostel mesmo, se integrando com a galera, que sempre é o melhor de se hospedar em hostel.

Fun Fun

Fun Fun

Montevideo11

Uvita, a bebida tradicional no Fun Fun

O domingo foi curto, já que dormimos até 11 horas e pelas 14 já estávamos no táxi pro aeroporto. Com o dia lindo – o final de semana foi todo espetacular também nesse sentido – a pedida foi uma ótima caminhada pela Rambla, na beira do Rio (Mar?) da Prata.

A beira-rio uruguaia

A beira-rio uruguaia

Uma tentativa de esquiar

Já que o inverno está chegando, tentando pelo menos, vou escrever sobre programa de frio!

Em 2007 foi a primeira e única vez em que tentei esquiar. Não vou mentir, jamais diria que eu consegui. Medo, insegurança, falta de coordenação e mais um pouco de medo me impediram de fazer isso.

Estando em Santiago, no Chile, é muito fácil encontrar uma agência que te leve para passar o dia na cordilheira, em alguma estação de esqui. Como eu estava viajando sozinha, encontrei parceria no albergue. Fui com mais duas meninas para El Colorado, mais perto da cidade do que o famoso Valle Nevado.

A emoção já começa antes mesmo de chegar à estação. A estrada é inclinada, muito sinuosa e pode ter gelo na pista (o que foi o caso). Era julho, época de neve, então não escapamos de uma paradinha para colocar correntes em volta dos pneus da van. Se for possível conter o nervosismo, olhar a paisagem já vale grande parte do programa. Quanto mais alto, mais branquinha fica a montanha.

O curioso é que fui num dia de semana, uma quinta-feira ou coisa assim, e a estrada tava abarrotada de carros da região mesmo, de pessoas que não eram turistas. Algo parecido com o que temos no verão para ir a praia, só que temos isso no final de semana. Na descida, a mesma coisa…. mega congestionamento!

Subindo

Subindo

Chão branco, céu azul. Belo contraste

Chão branco, céu azul. Belo contraste

Esquiar me pareceu muito legal, mas o fato de não estar com nenhuma pessoa realmente próxima, caso acontecesse algum acidente, não me deixou à vontade para descer a pista. Fiz apenas uma hora de aula e depois tentei uns “percursos” bem curtinhos. É quase uma humilhação quando tu olha uns toquinhos de gente (as crianças) indo lá no alto e te dando um banho! Pelo menos não fiz fiasco 😉

A medrosa se preparando pra aula

A medrosa se preparando pra aula

Os corajosos

Os corajosos

Ah, El Colorado tem um pequeno vilarejo encantador, lindo pra quem quer ficar mais de um dia nas montanhas.

Quem não se adaptar ao esporte, pode tirar fotos como eu!

Quem não se adaptar ao esporte, pode tirar fotos como eu!

Hostel

Totalmente por falta de informação é que só fui ficar em um albergue pela primeira vez quando saí do Brasil.

Num local desconhecido, nada com um albergue pra tomar uma cerveja com a galera ao ar livre no verão ou um vinho na frente da lareira no inverno. Claro que vai depender da tua vontade de interagir com as pessoas, mas eu me dei muito bem nesse esquema.

Ficar num hostel é uma ótima maneira de encontrar companhia para os programas e receber dicas de pessoas legais como a gente e interessadas em conhecer outras pessoas. Se você não estiver a fim de nada disso: vá para um hotel! Em muitos albergues existe o costume deles oferecerem janta alguns dias por um valor bem baixo, que aproxima ainda mais a galera que dorme junto e nunca se viu. É nesses momentos que se descobre tudo: baladinhas, roubadas, restaurantes…

Escolher um quarto para ficar vai depender muito do orçamento, da pessoa e da facilidade em conviver com outras pessoas. Vou colocar algumas dicas para meninas:

  • Se tiver quarto privativo e por um valor adequado: pegue!!! Costuma ser muito mais barato do que um hotel, em geral tem banheiro dentro do quarto e pode-se ficar com a chave do mesmo. De qualquer jeito mantenha as malas chaveadas quando saírem e tudo dentro das malas. Essa dica também vale pra um casal.
  • Se não tiver toda essa privacidade ou grana, escolha um quarto só para mulheres, dando preferência se tiver banheiro. Se não encontrar nada disso, procure outro! hehehe – Sério, meninos não são loucos violentos, mas muitas vezes roncam e no quarto a única coisa que se faz é dormir mesmo, então o melhor é ter um lugar confortável para isso. Ah, nesse caso, tranque as malas até quando dormir! Segurança é TUDO!
  • Num local quente é essencial uma boa ventilação ou até ar-condicionado. Pro frio é bom consultar se tem calefação.
  • Fale com pessoas que conhecem a cidade para ver se o hostel é bem localizado.
  • Busque informações em mais de um site que tenha comentários de visitantes. Pode-se procurar em blogs também.
  • Quando estiver no albergue procure passar um tempo nas áreas de convivência, vai ter mais gente exatamente na mesma situação que tu e que pode te ajudar muito. Sem falar em novas amizades.

Enjoy it!