A cidade que nunca dorme

Depois de vários dias entre cidades praianas e parques de natureza exuberante, os últimos dias nos EUA foram totalmente urbanos. Depois de dormir até mais tarde por não escutar nenhum barulho na rua, foi o momento de inverter isso e quase não dormir de tanto barulho que faziam em volta. Além do movimento da cidade, tive a “sorte” de ficar hospedada num prédio em reforma.

Welcome to New York City!

Mairinha feliz no Central Park

Eu achei que os vários dias, de longas horas na estrada na Califórnia, iam me deixar planejar os dias em NY, mas a verdade é que nem mesmo os dias na Califórnia foram bem planejados. O resultado disso foi que andei pra cima e pra baixo naquela ilha sem nenhuma lógica. Fiz o que deu vontade e o clima inspirou.

Resuminho básico 😉

  • Realmente é importante estudar o esquema do metrô da cidade, que me levou a todos os lugares que quis, mas onde errei na primeira vez que usei. As linhas expressas são muito úteis quando vamos para longe, mas uma surpresa (no meu caso engraçada) quando a gente não sabe da existência delas.
  • Nada como marcar no mapa os pontos de interesse e tentar fazer os mais próximos no mesmo dia. O metrô é eficiente, mas a ilha é enoooorme! Eu não fiz isso e gastei horrores de sola de sapato, mas nem por isso eu me arrependi de alguma coisa, só acho que meu tempo poderia ter sido melhor aproveitado.
  • Identifique aquilo que realmente te interessa e não apenas o que consta nos guias de viagem. Reserve muito tempo livre pra andar sem direção. Costumam ser os melhores momentos!
  • As dicas de restaurante que a gente colhe na web são realmente as melhores… claro que podemos dar sorte ao entrar em qualquer um apenas pela fachada e menu delicioso, assim como também pode ser perda de tempo e dinheiro.

Vou contar aqui o que fiz e o que mais gostei, sem nenhuma ordem cronológica. Preciso me inspirar, já que tenho escrito muito pouco, e seguir regras só vai me atrapalhar.

Outro motivo pra escrever sem ordem é a minha desordem nos passeios mesmo, sendo que atravessei duas vezes a ponte do Brooklyn, fui duas noites até a Times Square, fiz compras a qualquer momento, em qualquer lugar e o mesmo aconteceu com as refeições.

Ah, preocupação em escrever algo repetido e que se encontra em diversos outros blogs? Nenhuma! São as minhas impressões, que podem ser compartilhadas por outras pessoas ou não.

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No meio dos gigantes

Ainda no segundo dia no Yosemite Park visitamos a área das sequóias que fica dentro do próprio parque.

Difícil tirar uma foto dela inteira

Dizem que essas árvores são os maiores seres vivos do planeta e para vê-las é preciso caminhar um pouquinho. Pra mim isso não é um problema, já que adoro um passeio leve no meio do mato.

Até deitada ela é maior do que eu (bem maior)

A gente quase fica com dor no pescoço de tanto olhar pra cima. Tá, é exagero heheheh, mas elas são enormes mesmo.

Não basta ser grande, tem que ser enorme

As árvores centenárias aparecem em diversos tamanhos e muitas estão tombadas… sabe-se lá quantos séculos ficaram de pé até chegar a este tamanho.

Tem uma história interessante das sequóias com o fogo. Numa certa época as pessoas tentaram combater os incêndios que ocorriam na área das árvores e com isso houve um declínio no número de árvores novas. Isso porque o fogo tem relação direta com a reprodução delas, coisa que ninguém sabia.

Então não se assuste de ver elas queimadas

Só que eu não quero estar por perto quando elas caírem

A grande estrela vem a seguir – grande mesmo!

Chamada de Grizzly Giant (o urso pardo das florestas americanas) é o ponto mais famoso desta parte do parque.

A altura dela equivale a mais de 20 andares de um prédio

Dá pra perceber que ela é enooooorme?

Eu até que consegui ver o topo :-p

Depois disso foi hora de dar tchau pra natureza e se mandar pra New York City!

Mais um dia em Yosemite…

… mais um monte de “uau”.

Outro dia, outra entrada, outra vista do vale.

ou seria outro vale?

Ops, acho que lá no fundinho, perto das montanhas com neve, está o nosso famoso Half Dome, mas não tenho certeza :-p

No segundo dia achei tudo ainda mais bonito. Vontade de ficar e poder fazer as trilhas,  subir no topo das pedras, deitar na grama e fazer picnic. Quem sabe até encontrar um amigo urso???

O dia amanheceu como o anterior e as cachoeiras continuavam a se mostrar por todos os lados. Cada uma tem um nome, mas nesse momento quem se importa com isso? Olhar era o que mais interessava. Dá pra imaginar a altura desta cachoeira das fotos e a quantidade de água que está passando por ali?

Eu não faço ideia, mas posso dizer que é muito!! A primavera é a época do degelo, então fui quando elas estavam com a potência máxima.

Close na cachoeirinha 😉

Queria que alguém tivesse me dito pra ficar mais dias lá e ter planejado isso com antecedência, mas tinha que ser alguém que me convencesse disso, porque é claro que eu li em algum lugar pra ficar vários dias lá e não dei bola.

Como eu não planejei o dia que chegaria lá, precisei procurar hotel na hora e acabei me hospedando num dos hotéis ao redor do parque, que não são ruins, mas dá uma olhada num dos hotéis dentro do parque:

Claro que deu vontade de ficar aqui

São construções bem antigas e cheias de charme e que precisam ser reservadas com meses de antecedência. Acredito que quem fica por ali tem bem mais chance de encontrar o amigo urso perambulando no meio da noite (não que eu ache isso seguro).

Chegando no Yosemite Park

Este foi sem dúvida o lugar mais bonito que conheci na Califórnia e mesmo tendo visto várias fotos, percebi que não tinha ideia de como seria o parque.

Só estando lá pra ter noção do tamanho, da maravilhosa mistura de verde, azul e marrom e se surpreender cada vez que se muda a direção do olhar e mais uma cachoeira aparece. Não sei quantas são, mas sei que são enormes e de perto o barulho toma conta.

Nem todo o parque estava aberto, já que ainda tinha muito lugar fechado pela neve. No primeiro dia chegamos por uma das entradas do norte e descemos para o vale. Até a base são vários pontos de parada que valem a pena.

Se preparem pra muitas fotos

O primeiro "uau"

No vale não seria diferente. Pedras enormes por todos os lados e a natureza se fazendo presente nas suas melhores versoes. Tem algum probelma se eu for repetitiva?

O céu estava um fenômeno de tão azul e a grama no seu verde mais brilhante. Viva a primavera!

Pra completar o contraste, o cinza e branco das quedas d’água nas rochas em intensidade pra ninguém botar defeito.

Vontade de se atirar nessa graminha

O que achou?

Juro que não é a mesma da foto anterior

O ponto mais famoso é conhecido como Half Dome que é esta “pedrinha” mais branca no lado direito da foto. Não tem como tentar explicar o tamanho e altura desses paredoes.

Zúper descontraída!

Half Dome de outro ângulo

O fim de tarde por ali rola bem cedo, já que o sol logo se esconde. No último minuto ainda saiu uma fotinho de mais uma cachoeira, mas essa um pouco diferente, em escadinha.  Fica num canto mais abrigado, entre as árvores e só vi quando estava saindo do parque.

Escadinha no fim de tarde

bye bye, Califórnia

Quem prestou atenção no meu roteiro, deve ter percebido que eu andei um montão em pouco mais de 15 dias. Fora uns 2 dias que a gente andou mais do que esperava, mas mesmo assim ainda curtiu um pouco do dia, os trajetos de carro não cansaram tanto. Claro que a maioria dos lugares deixou com gostinho de quero mais, mas também não acho que deveria deixar de lado algum dos destinos.

Esse tour, que foi bem além da Califórnia, teve como última parada o Yosemite Park. Se a gente já tinha esticado até Lake Tahoe, entre San Francisco e Los Angeles, parar ali era mais do que natural.

Valeu todas as milhas rodadas e eu não teria problemas em fazer de novo. Rolou até bônus no meio da caminho, como as casinhas embaixo da neve que mostrei nuns posts atrás, coisa que a gente não vê aqui no Brasil, e a paradinha deliciosa para almoçar em Santa Bárbara.

O bônus mais legal já não lembro exatamente quando foi, acho que de Lake Tahoe para Yosemite. A gente queria parar para almoçar e decidiu entrar numa cidade qualquer – até aquele momento eu não tinha me dado conta que a gente “andava pelo Velho Oeste”. E numa cidade que eu não sei o nome, nem onde fica, a gente almoçou no Saloon da cidade, com direito a cowboy olhando com cara feita. É… de chapéu, tomando cerveja na varanda, sabe?

Se eu deixaria de ir a algum lugar para curtir mais os outros? Só numa segunda vez, porque afinal eu já fui, vi e conheci 😉

Tá, mas eu “ainda não fui embora”. Tenho que contar e mostrar porque o Yosemite Park é tão legal. Isso fica pro próximo post, que vai sair sabe-se lá quando.