Badaling

Tá faltando uma coisa nessa minha viagem a China né? Se em Paris se pensa primeiro na Torrei Eiffel, na China não poderia deixar de ser a Grande Muralha. Mesmo com o clima gelado, nós não poderíamos deixar de ir pelo menos até um ponto dela.

Gelado? Congelante na verdade. O frio da cidade, aqui fica muito frio e pra ajudar, ainda tem um ventinho!

Da estrada já se vê algumas partes

Badaling é um dos trechos mais famosos e melhor conservado da muralha. Fica a aproximadamente 70 Km de Beijing e chega-se facilmente em tours de ônibus que saem várias vezes ao dia da capital.

Com um toque de excentricidade, na chegada a gente é recebido por… ursos! São fofos e tal, mas coitadinhos, ficam presos num buraco com um monte de gente em volta que nem foi lá pra isso. Desnecessário.

Oi!

Não conheci outras seções da Grande Muralha, mas aqui o passeio começa fácil porque não é necessário ir caminhando até algum ponto mais legal, a gente vai de trenzinho (ou trenó, como preferir). A subida já garante um tantinho de emoção ao passeio e muitas risadas.

A subida

Agora vamos ao que interessa. Passear na Grande Muralha não é nada fácil, o frio deixa tudo um pouco mais difícil, mas não acredito que subir aquelas ladeiras intermináveis seja muito mais tranquilo em outras épocas do ano. As montanhas são bem íngrimes. E estamos nas montanhas mesmo. Enquanto Beijing fica a aproximadamente 60 metros do nível do mar, aqui a muralha passa por picos de 1000 metros.

A vista é espetacular, nunca havia imaginado como seria exatamente. As linhas no topo das montanhas são vistas de muito longe e não tem fim. Não é uma linha contínua, tem diversas ramificações. Algumas partes foram restauradas e outras estão praticamente originais.

O povo vai longe!

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O Jardim Chinês – parte 2

Yu Yuan se refere também a um bairro de compras que fica ao lado do jardim.

São prédios e mais prédios com a arquitetura tradicional chinesa, mas que não são nada antigos.

A região é mega ultra turística e foi aqui que me vi mais cercada de chineses. Em alguns lugares eu cheguei a ser levada pela multidão pra onde quer que eles quiseram ir.

Era feriado de ano novo e os símbolos do horóscopo chinês estavam por tudo. Aqui foi estranho ver os símbolos do horóscopo que estamos acostumados misturado ao deles.

Yu Yuan

Aquele prédioabacaxi se vê de toda cidade

Símbolos dos horóscopos pendurados

E o que se vende por aqui? De tudo, ou quase tudo…

O Jardim Chinês

Yu Yuan

Em relação a jardim oriental, o máximo que eu conhecia era o jardim japonês que vende em lojas de decoração.

Quando vi no guia a indicação do jardim Yu Yuan, marquei como ponto obrigatório em Shanghai.

No meio do inverno não se pode esperar um jardim cheio de flores e colorido. O ambiente é todo montando pra ficar bonito com árvores secas e as pedras ficam praticamente em destaque.

Mas o principal é a harmonia das construções. Pequenas, cheias de enfeites e por todos os cantos.

Fico pensando na real utilidade desses lugares, a pessoa, sei lá, o imperador, tinha muito lugar pra escolher pra sentar e pensar na vida.

Quero um assim pra mim…

:p

Algumas flores resistem ao frio

Essa foi a única neve que eu vi na viagem

Num dia nublado assim, ficou tudo da mesma cor

Me gusta!

Aqui saiu um pouco mais de cor

Os telhados tem outro tipo de adornos

Cada telhado tem uma escultura diferente

Que tal essa?

Aqui um gordinho simpático

E os velhinhos?

Simpático também, não?

Daqui não tenho making of, apenas fotos oficiais! hahahah

🙂

😉

Aqui não sou eu que tou fazendo pose

Andando um pouco mais em Shanghai

Shanghai também tem sua rua/calçadão cheia de gente, placas, luminosos e lojas. Quem sabe até mais de uma… Não se espera que eu tenha conhecido profundamente alguma mega cidade chinesa numa viagem de férias, né?

Junto ao (The) Bund começa a Nanjing Road, que em pleno fevereiro tinha uma decoração meio natalina.

Não sei se era por causa do clima menos gelado, mas a cidade tinha uma concentração maior de pessoas nas ruas do que em Beijing.

Nas fotos abaixo dá pra ver um pouco dos prédios antigos com estilo ocidental que tinha falado no post anterior e a mistura com os mais modernos.

Nanjing

Superpopulação?

Oliginal da China

É um prédio ou um big andaime?

Vai saber se tem um gato ali...

Ah, o 3º mundo… essa coisa de fio emaranhado é muito conhecida aqui no Brasil também.

Shanghai

É na cidade que fica o lugar que é um dos cartões postais mais famosos da China. O distrito financeiro de Shanghai, marcado pela torre de televisão, é uma das imagens que mais vem à mente quando pensamos na China ultramoderna.

Prédios com centenas de metros de altura estão um do lado do outro na beira do rio que cruza a cidade. Alguns tem até uma centena de andares e se enxerga de muito muito longe na cidade.

O melhor jeito de vê-los e fotografá-los é do outro lado do rio, numa área conhecida como The Bund, essa bem mais antiga e com prédios estilo europeu. Claro que alguém tinha que inventar alguma coisa e lá fomos nós fazer um “cruzeiro” pelo rio. Além de não passar frio, o bom é ver os prédios por diversos ângulos de uma maneira bem fácil e rápida .

Foto clássica de turista

A torre da TV

A beira do rio tem vários restaurantes

Que tal um prédio dourado?

O ângulo engana sobre as proporções

Agora sim dá pra ver

Detalhe do topo do prédio

Quantões milhões será que custa para morar aqui?

Na beira do rio do lado do distrito financeiro foram construídos restaurantes, várias redes de fast-food estão ali. Sabe-se lá porquê, fui até o outro lado, mas não até a beira do rio. Fotografar os prédios de baixo deles fica um pouco mais difícil.

Do outro lado

Não é so o lugar que é famoso, eu também sou. Minhas sessão de fotos teve direito a making of. Rá!

Making of - 1

Making of - 2

China bem chinesinha parte 2

Sabe aquela rua cheia de luzes, onde não passam carros, circula muita gente, com mega televisões anunciando de tudo?

Claro que Beijing também tem e é super turístico.

Foi ali que fotografei os bichinhos comestíveis de uns posts atrás.

O lugar se chama Wangfujing, mas não sei ao certo se este é o nome da rua abaixo ou o do beco que vende as comidinhas.

Mesmo com o friozão que tava fazendo, tinha uma galera passeando. Por ali tem bastante restaurante e loja de artigos típicos.

Olha o grande M ali!

Sempre com o casaco branco

O KFC também tá ali

Lama Temple

Se é pra ser detalhado e colorido...

Lama Temple é o nome popular do templo budista Yonghe Temple. Como ir a China e não visitar um lugar destes? Claro que eu gostaria de ter ido àqueles nas montanhas, com budas gigantes, moldados nas pedras e tudo mais, mas este em Beijing impressiona muito.

Tem várias estátuas enormes, mas grande parte do que está dentro dos prédios não pode ser fotografado.

Sei muito pouco sobre os ritos budistas então o jeito foi copiar o que todo mundo fazia pra não perder a oportunidade de se energizar. Logo na entrada são vendidos incensos em maços e de diversos tamanhos. Com o seu na mão é só ir até a fogueira mais próxima para acendê-lo.

Queimando um maço de incenso

O leão, eu e meus incensos

Ô tia, não vale pegar do chão!

Andando mais um pouco tem esse pequeno monumento onde as pessoas jogam moedinhas – na foto acima. Na dúvida também joguei, mas nem sei se devia ter feito um pedido ou coisa do tipo.

Será que quem acerta o topo recebe algo melhor?

A rodinha já era minha conhecida. Tem um sentido certo para girá-la e se faz isso pra mandar pro mundo a mensagem que está escrita nela. Em geral contém palavras como paz, felicidade, amor…

Aqui eu sabia o que tava fazendo

O templo em sí é encantador. Se na Cidade Proibida eu já curti os detalhes, aqui é tudo mais exagerado e juntinho. O dia ensolarado e de céu azul deixa tudo mais vibrante. As bandeirolas que me esqueci de comprar (maninha, traz pra mim?) também são para transmitir boas energias através do vento.

Dentro de um dos salões

Olha quem tá ali!

Que dia!

Alguém sabe o significado da fila de bichinhos?

As bandeirolas

E esse telhado, hein?!

Eu de novo

Tudo junto

Cidade Proibida

Uma das atrações mais famosas da China foi o lugar escolhido para o primeiro passeio em Beijing. A antiga moradia dos imperadores, hoje transformada em museu, não poderia ser melhor lugar para ficar com uma boa impressão.

Muito do que se espera da China está ali. Construções ricas em detalhes, madeira talhada, pinturas coloridas e telhados graciosos.

Logo na entrada tudo muito colorido

Madeira e metal se misturam

Sequência de telhados na cidade

Será que algum imperador chegou a sentar nesse banco?

Esse casal leões está por tudo!

Adorei a "fila" nos telhados

Aqui tem um pouco de verde junto

Totalmente murada, era habitada pelo imperador, sua família e alguns criados. Para o restante dos mortais não era fácil chegar lá, dizem que grande parte do trajeto tinha que ser feito de joelhos.

Cada salão, palácio ou cômodo, tinha uma função específica. Hoje abrigam desde museu de atronomia até de vestuário ou estão montados conforme seu uso original, com trono e tudo mais.

Alguns palácios

Reformando...

Fui em 2008, uns 6 meses antes das Olimpíadas, e tinha muita coisa sendo reformada, como o palácio aí de cima que nem pude ver.

Estudar um pouco sobre o lugar antes de ir lá deveria ser obrigatório. Eu não fiz isso e meses depois acabei assitindo a um documentário na tv, o que me deixou com vontade de ir novamente.

Tchau por enquanto

ps.: quase todos os cliques aqui são da minha irmã Janaína, que continua em Beijing e jura que não nos levaria de novo pra comer tomate com açúcar. A gente ainda não tinha ido às compras, então não tinha nem casaco branco, nem máquina fotográfica 😉

Chinese Style

Passar frio nem pensar, né? Que que acharam do estilo dos guardas?

Não sei o que é pior, o casaco ou o chapéu

Agora de costas, todo mundo junto

Meu irmão curtiu

Falando em estilo, olha o que eu achei nas minhas fotos.

Poste estilo chinês

Mas o que estava em alta mesmo era o patriotismo. Viu as bandeirolas na foto acima? Elas estão em todo o topo do prédio da Assembléia Popular Nacional. Não dava pra colocar uma só?

Já vi!!!

Se é frio na China?

Algumas horas depois de chegar em beijing

É muito frio! Eu nem tinha roupa pra sair na rua lá. Olha como eu tava vestida dentro de um bar aí em cima.

Depois do primeiro dia com um milhão de roupas em camadas, fomos às compras e arrematei uma meia calça, que era indispensável, e o casaco branco, que aparece em 95% das fotos na China. A meia calça eu nunca mais usei, esquenta muito, ela é de pelúcia por dentro e nem o inverno gaúcho me faz ter vontade de usá-la. Já o casaco, que é forrado com penas de ganso, usei umas 3 vezes aqui, uma em Cambará e outras 2 em Porto Alegre – aberto!

Sorriso forçado é pouco

Saber a temperatura naquelas bandas só olhando em algum site. Não tem termômetro pelas ruas. O único que encontrei foi esse aí embaixo, em Shanghai. Marcava quentíssimos 3 graus, já que a cidade é bem mais quente que Beijing (rá) e isso era logo depois do meio dia.

Em Beijing acho que só pegamos temperatura abaixo de zero, que com aquele ventinho minuano – hehehehe – e o fato de ficar noite pelas 5 da tarde, só fazia piorar a nossa situação.

O único termômetro que vi no país

Além de frio, o clima é seco, especialmente em Beijing. Essa combinação faz com que a gente leve choque em tudo. Ao abrir a porta do carro, tocar nas pessoas, entregar alguma coisa pra alguém… O cabelo que já fica ruim por causa da touca e da manta, que meio que passam a fazer parte do corpo junto com as luvas, fica cheio de nós – ar seco e vento dá nisso. A única parte boa é que ele fica bem liso. Ah e a pele… nem pense em não usar hidratante.

Quer mais? Sair sem um pacote de lencinho de papel é um desespero. Encha bolsos e a bolsa com eles. E se prepare, ao entrar em qualquer lugar, tu vai sentir muito calor. Tire o casaco e os acessórios já! heheheh