No meio dos gigantes

Ainda no segundo dia no Yosemite Park visitamos a área das sequóias que fica dentro do próprio parque.

Difícil tirar uma foto dela inteira

Dizem que essas árvores são os maiores seres vivos do planeta e para vê-las é preciso caminhar um pouquinho. Pra mim isso não é um problema, já que adoro um passeio leve no meio do mato.

Até deitada ela é maior do que eu (bem maior)

A gente quase fica com dor no pescoço de tanto olhar pra cima. Tá, é exagero heheheh, mas elas são enormes mesmo.

Não basta ser grande, tem que ser enorme

As árvores centenárias aparecem em diversos tamanhos e muitas estão tombadas… sabe-se lá quantos séculos ficaram de pé até chegar a este tamanho.

Tem uma história interessante das sequóias com o fogo. Numa certa época as pessoas tentaram combater os incêndios que ocorriam na área das árvores e com isso houve um declínio no número de árvores novas. Isso porque o fogo tem relação direta com a reprodução delas, coisa que ninguém sabia.

Então não se assuste de ver elas queimadas

Só que eu não quero estar por perto quando elas caírem

A grande estrela vem a seguir – grande mesmo!

Chamada de Grizzly Giant (o urso pardo das florestas americanas) é o ponto mais famoso desta parte do parque.

A altura dela equivale a mais de 20 andares de um prédio

Dá pra perceber que ela é enooooorme?

Eu até que consegui ver o topo :-p

Depois disso foi hora de dar tchau pra natureza e se mandar pra New York City!

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Mais um dia em Yosemite…

… mais um monte de “uau”.

Outro dia, outra entrada, outra vista do vale.

ou seria outro vale?

Ops, acho que lá no fundinho, perto das montanhas com neve, está o nosso famoso Half Dome, mas não tenho certeza :-p

No segundo dia achei tudo ainda mais bonito. Vontade de ficar e poder fazer as trilhas,  subir no topo das pedras, deitar na grama e fazer picnic. Quem sabe até encontrar um amigo urso???

O dia amanheceu como o anterior e as cachoeiras continuavam a se mostrar por todos os lados. Cada uma tem um nome, mas nesse momento quem se importa com isso? Olhar era o que mais interessava. Dá pra imaginar a altura desta cachoeira das fotos e a quantidade de água que está passando por ali?

Eu não faço ideia, mas posso dizer que é muito!! A primavera é a época do degelo, então fui quando elas estavam com a potência máxima.

Close na cachoeirinha 😉

Queria que alguém tivesse me dito pra ficar mais dias lá e ter planejado isso com antecedência, mas tinha que ser alguém que me convencesse disso, porque é claro que eu li em algum lugar pra ficar vários dias lá e não dei bola.

Como eu não planejei o dia que chegaria lá, precisei procurar hotel na hora e acabei me hospedando num dos hotéis ao redor do parque, que não são ruins, mas dá uma olhada num dos hotéis dentro do parque:

Claro que deu vontade de ficar aqui

São construções bem antigas e cheias de charme e que precisam ser reservadas com meses de antecedência. Acredito que quem fica por ali tem bem mais chance de encontrar o amigo urso perambulando no meio da noite (não que eu ache isso seguro).

Chegando no Yosemite Park

Este foi sem dúvida o lugar mais bonito que conheci na Califórnia e mesmo tendo visto várias fotos, percebi que não tinha ideia de como seria o parque.

Só estando lá pra ter noção do tamanho, da maravilhosa mistura de verde, azul e marrom e se surpreender cada vez que se muda a direção do olhar e mais uma cachoeira aparece. Não sei quantas são, mas sei que são enormes e de perto o barulho toma conta.

Nem todo o parque estava aberto, já que ainda tinha muito lugar fechado pela neve. No primeiro dia chegamos por uma das entradas do norte e descemos para o vale. Até a base são vários pontos de parada que valem a pena.

Se preparem pra muitas fotos

O primeiro "uau"

No vale não seria diferente. Pedras enormes por todos os lados e a natureza se fazendo presente nas suas melhores versoes. Tem algum probelma se eu for repetitiva?

O céu estava um fenômeno de tão azul e a grama no seu verde mais brilhante. Viva a primavera!

Pra completar o contraste, o cinza e branco das quedas d’água nas rochas em intensidade pra ninguém botar defeito.

Vontade de se atirar nessa graminha

O que achou?

Juro que não é a mesma da foto anterior

O ponto mais famoso é conhecido como Half Dome que é esta “pedrinha” mais branca no lado direito da foto. Não tem como tentar explicar o tamanho e altura desses paredoes.

Zúper descontraída!

Half Dome de outro ângulo

O fim de tarde por ali rola bem cedo, já que o sol logo se esconde. No último minuto ainda saiu uma fotinho de mais uma cachoeira, mas essa um pouco diferente, em escadinha.  Fica num canto mais abrigado, entre as árvores e só vi quando estava saindo do parque.

Escadinha no fim de tarde

bye bye, Califórnia

Quem prestou atenção no meu roteiro, deve ter percebido que eu andei um montão em pouco mais de 15 dias. Fora uns 2 dias que a gente andou mais do que esperava, mas mesmo assim ainda curtiu um pouco do dia, os trajetos de carro não cansaram tanto. Claro que a maioria dos lugares deixou com gostinho de quero mais, mas também não acho que deveria deixar de lado algum dos destinos.

Esse tour, que foi bem além da Califórnia, teve como última parada o Yosemite Park. Se a gente já tinha esticado até Lake Tahoe, entre San Francisco e Los Angeles, parar ali era mais do que natural.

Valeu todas as milhas rodadas e eu não teria problemas em fazer de novo. Rolou até bônus no meio da caminho, como as casinhas embaixo da neve que mostrei nuns posts atrás, coisa que a gente não vê aqui no Brasil, e a paradinha deliciosa para almoçar em Santa Bárbara.

O bônus mais legal já não lembro exatamente quando foi, acho que de Lake Tahoe para Yosemite. A gente queria parar para almoçar e decidiu entrar numa cidade qualquer – até aquele momento eu não tinha me dado conta que a gente “andava pelo Velho Oeste”. E numa cidade que eu não sei o nome, nem onde fica, a gente almoçou no Saloon da cidade, com direito a cowboy olhando com cara feita. É… de chapéu, tomando cerveja na varanda, sabe?

Se eu deixaria de ir a algum lugar para curtir mais os outros? Só numa segunda vez, porque afinal eu já fui, vi e conheci 😉

Tá, mas eu “ainda não fui embora”. Tenho que contar e mostrar porque o Yosemite Park é tão legal. Isso fica pro próximo post, que vai sair sabe-se lá quando.

Uma bela cidadezinha na montanha

É, eu sei que o normal é pensar na Califórnia e imaginar o mar, ondas e muito sol. Mas o estado é enorme e tem também várias montanhas e muita neve, que formam um ambiente perfeito para prática de esportes de inverno, que a gente estava tentando fazer.

O local escolhido para conhecer este outro lado – mais frio e montanhoso – foi Lake Tahoe, que tem como astro pincipal…

o lago!

Água cristalina e congelante

Lake Tahoe, o lago, é tão grande que tem mais de uma cidade em volta e se divide em 2 estados: Califórnia e Nevada. Não dei toda a volta ao redor, mas acho que é algo bem interessante, com a paisagem semelhante, mas com cantinhos especiais. Outra coisa legar é ver as diferenças entre os estados, que tem leis bem diferentes,  sendo que no lado de Nevada tem cassinos pra quem estiver a fim de fazer umas apostas.

A cidade que fiquei chama-se South Lake Tahoe,  faz parte da Califórnia e está toda na volta do enorme lago. Muito calma, com ares de filme de suspense e com pouco movimento, já que era fora de temporada, tem a maior parte dos hotéis no máximo há uma quadra da margem.

Eu já falei que o lugar é lindo? O lago é rodeado pelas montanhas que emolduram todas as fotos e a tranquilidade é tua companhia constante. Apesar do dia maravilhos, não rolou coragem de colocar nem os pés na água. Já estávamos na primavera e o sol esquentava bastante, mas era só ir para a sombra que já dava um friozinho. À noite estava tão frio quanto as noites do inverno aqui no RS.

Me!

Imagina com mais neve!

Na Califórnia nao poderia faltar um trapiche

Rodaanndo

Muita disposição pra andar de carro e nenhuma distância nos empedia de conhecer algum lugar na Califórnia ou por perto. Depois de San Fran a galera subiu a serra e encontramos…

neve!

Bastante neve!

Acho que já teve muito mais

A pessoa vive num país tropical...

... e não para de fotografar

Mas mesmo assim a gente não pôde fazer o que queria, que era esquiar. As estações de esqui tinham fechado uma semana antes.

Ah, onde foi isso? Conto depois 😉

Pedalando, pedalando…

Eu já adiantei qual foi meu programa preferido em San Francisco e melhor do que contar, é mostrar.

Logo no início uma prainha

Até aqui tava "zúper" fácil

Cada vez mais boni!

Depois de uma subidinha, tou chegando!

Paradinha pra foto (ufa!)

E já do outro lado

E a vista de San Fran

Foram mais de duas horas para chegar a Sausalito, a cidade “em frente”. Até dá pra dizer que é um exercício, mas na real a gente fica mais tempo parado do que andando mesmo. São muitos lugares legais pra fotografar.

Recomento muitíssimo a todos que forem a San Francisco a atravessar a Golden Gate Bridge de bicicleta. A ponte, que é um dos símbolos mais clássicos da cidade, não faz feio!

Já na volta o ferry foi uma ótima pedida…

E ainda passamos do ladinho de Alcatraz

San Francisco tradicional

Depois de ter contado sobre o que eu não gostei muito, vamos a parte boa. O que eu esperava de San Francisco e ela não me decepcionou.

Eu imaginava uma cidade bonitinha, com casas coloridas em tom pastel, coladinhas uma na outra. Prédios baixos e enfeitados que se parecem com as casas, criando uma simpática harmonia. Elas estão lá mesmo, espalhadas por toda a cidade, fazendo poses a todo momento pras nossas câmeras.

As casas pela cidade

O prédio é fofo também

Claro que também tinha uma expectativa quanto aos bondinhos passando com a sineta tocando e as pessoas saltando deles a qualquer momento. Entrar e sair do bonde não é assim em qualquer lugar, mas eles realmente passam a toda hora em diversos lugares e andar neles é bem divertido.

O bonde

Dando uma voltinha

Olha o bonde!

Olha a lomba!

San Francisco é uma cidade com muitas lombas, muitas e bem inclinadas. Os bondes descem super rápido e é melhor se segurar bem forte pra nao sair voando.

Nem sempre é fácil sair pra caminhar. Caminhadas muito longas podem acabar num retorno de táxi – ou pernas bem cansadas. O legal dessas áreas mais altas, combinado com a arquitetura de prédios baixos, é que se enxerga lugares bem distantes.

Opa, personagem principal já?

Hey, essa ilha é famosa também

Deu pra entender pelas fotos acima, né?!

Alcatraz

E já que Alcatraz apareceu por aqui, por sinal a ilha sempre dá um jeitinho de aparecer, vou contar uma coisa. De diversos pontos da cidade ela chama atenção e eu não fui visitá-la! Não tenho uma explicação muito boa pra isso, mas eu simplesmente não quis visitar um presídio. Sei lá, não tava no clima. Preferi caminhar sem rumo num bairro qualquer.

E foi ótimo. Adorei a cidade!

San Francisco

A cidade tem tanta coisa pra ver e fazer que eu fiquei com a estranha sensação de que eu não fiz nada (ou quase nada, pra não ser tão dramática). Mesmo tendo passado 3 dias, foi o lugar que fiquei com a maior impressão de ter aproveitado pouco em relação ao que a cidade oferece.

É fato que a gente sempre vai embora dos lugares que gosta querendo voltar logo pra fazer tudo de novo e conhecer o que não deu tempo, mas em San Francisco isso foi um pouco diferente. Durante os dias que eu estava lá que eu fui descobrindo coisas que eu não poderia aproveitar nesta viagem, mas nem tinha ouvido falar antes. Só não dá pra ficar triste, vamos continuar aproveitando o que foi programado. A parte boa é que a gente sempre aprende alguma coisa…

Talvez ler um pouco mais sobre o destino antes da viagem seja o principal. Ler mais não significa adicionar mais coisas ao seu roteiro, mas escolher melhor como aproveitar o tempo. Desde que li a série de posts “Bike the Bay” no Hotel California tive certeza de que esse seria o ponto alto dos meus dias lá e não estava errada, fui logo tratando de reservar o primeiro dia de sol que aparecesse e sem me preocupar com quanto tempo o passeio iria durar.

Eu já contei que sou iluminada? Viaje comigo e suas férias terão pouquíssimos momentos de chuva (mas isso e o passeio de bike são assuntos pra outros posts).

Tá, mas o que eu quero contar mesmo?

Vou começar pela rua mais famosa da cidade, Lombard Street.

Lombard Street

Ela não tem muita graça e gerou uma certa decepção já que a expectativa era alta. Acho que nem dá pra entender pela foto porque ela é tão famosa. Não perdi tanto tempo, mas poderia ter aproveitado melhor outras coisas.

Outro lugar é o Pier 39.

Pier 39

e seus ilustres moradores

Um amontoado de lojinhas e lobo marinho não deveria fazer parte da programação “obrigatória” da cidade. Juro que ela tem bem mais pra oferecer.

E por último, prometo ser boazinha, já que o lugar não é ruim, eu que fui mal informada mesmo. Achei que a Union Square era um lugar mais simpático, mas é o centrão da cidade mesmo e a vida por ali acontece principalmente durante o dia. Fui jantar na Cheesecake Factory no terraço de um dos prédios em volta (delícia!) e até susto tomei de mendigo.

Union Square

Mas o que eu quero mesmo é mostrar que às vezes os pontos mais famosos, mesmo que necessitem de apenas alguns minutos para conhecer, não são os mais legais e menos ainda a melhor maneira de gastar o seu tempo, que é o que há de mais precioso numa viagem.

E o que ficou pra trás por total falta de informação e tempo no planejamento?

O Golgen Gate Park!

Mairinha, que amadorismo. Na minha cabecinha esse parque só poderia ser… junto a Golden Gate, certo?

“Que burra, dá zero pra ela!”

Na verdade o parque está no meio da cidade, é enorme – maior do que o Central Park em NY – e eu não tive nadicas de tempo pra caminhar nele 😦 Não tenho dúvidas de que o parque é lindo e tem muita coisa pra ser aproveitada.

17 mile drive

Há quem diga que essa estrada faz parte da Highway One e ache até a parte mais bonita. Eu acho que não é nem um nem outro!  Parece um condomínio fechado com um clube e que cobra dos demais a visita.

Fica na cidade de Carmel e já que a gente ia passar do ladinho pra ir até San Francisco, porque não entrar?

Depois dos penhascos enormes da One achei que tem pouca graça. O astro principal é conhecido como The Lone Cypress.

Taí o solitário

Mas até que o lugar tem diversos moradores simpáticos como estes dois abaixo:

Até posam pra fotos

Fingindo que não tá nem vendo

ps.: olha quem me acompanhou desde a Disneyland e aqui desceu do carro:

Mickey Mouse