Os lugares que eu não conheci

Olha o que eu perdi… isso que passei ali do ladinho. Não fui um pouco por falta de tempo, mas principalmente por falta de planejamento.

Em Paris:

Ponte Alexandre III – a mais bonita de Paris

Saint Sulpice – ficou ainda mais famosa por causa do Código Da Vinci

Grand Palais e Petit Palais – lindos por fora e por dentro

Saint Eustache – tem o maior órgão de tubos do mundo, são 8000 tubos

Sainte Chapelle – se eu soubesse desso teto antes…

Lisboa:

Castelo de São Jorge – que vista!

O bom disso tudo é que não faltarão motivos para viajar mais 😀

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Amado

Esse é o nome de uma das melhores praias para surf em Portugal. Faz parte de Sagres e está voltada para o Atlântico. A praia é deserta, conta apenas alguns bares e escolas de surf, que também alugam equipamentos. A única falha é que fecham bem cedo, não rola assistir ao pôr do sol tomando um cerveja por ali.

Para chegar até lá a estrada é bem boa, mas estreita. São muitas subidas e descidas e nenhum sinal do mar.

No caminho para Amado

Como todas as praias da região, ela é cercada por imensos paredões e tem areia branquinha e fina, boa pra caminhar ou pra se atirar pro banho de sol. A diferença em relação ao outro lado do Algarve é o mar mesmo, aqui tem ondas grandes e corrente forte.

Amado

Meu cantinho preferido nãoo foi na beira da praia, mas lá em cima das rochas.

🙂

Um trapiche garante que a gente vá com segurança até a ponta do penhasco e possa ver a praia praticamente de frente.

Mirante

Amado, vista do mirante

Lagos

Pra minha amiga me convencer a ir pra Portugal bastou que ela me falasse do litoral português. “Tem uma parte que é bem bonita”, disse ela. Foi só procurar no Google e já apareceu nas imagens o lugar ao qual ela se referia: Algarve! O planejamento ficou pra depois… só escolhemos o primeiro destino, Lagos, e decidimos que iríamos alugar um carro em Lisboa para ir até lá.

O Algarve é a região litorânea do sul do país, tem praias com mais agito e outras menos, mais infra ou menos, famosas ou não. Não sei ao certo quais critérios nos levaram a Lagos, só sei que escolhemos bem! Chegamos quase noite e até fomos a praia da Luz para procurar hospedagem, mas Lagos tinha mais opções mesmo, além de ser mais em conta.

Lagos tem uma parte antiga, murada, com ruas bem estreitas e onde estão quase todos os bares, lojas e restaurantes. Totalmente por sorte, tentando encontrar um endereço, paramos num hotel dentro da parte murada da cidade, do lado do centrinho, o que foi muito legal, já que tu vai querer conhecer várias praias e pra isso não adianta ficar muito próximo a nenhuma delas.

À noite a programação se concentra no centrinho, com várias opções de restaurantes, comida muito boa por sinal, e um bar do lado do outro, é só ir entrando de bar em bar até achar o que te agrada mais ou ficar na rua mesmo, onde está a maior parte da galera. Ah, a galera não era portuguesa, mas de vários cantos da Europa, e o inglês era o idioma mais falado. O chopp, cerveja de barril ou sei lá como se chama isso no resto do mundo, foi o mais barato da viagem, cerca de 1 euro um copo de 250 ml.

Voltando ao assunto principal que é praia, em Lagos conhecemos duas, a Dona Ana e a Ponta da Piedade.

Dona Ana é aquele tipo de praia que mais parece uma piscina. Água totalmente transparente e nem sinal de ondas, mas geladíssima. Pra chegar é preciso descer uma escadaria, mas nada difícil. O único problema é que na volta, depois de toda a subida, tu vai querer te refrescar de novo.

Demais, hein?

Adoro essa mistura de cores

A gente escolheu essa pedrinha aí em baixo pra se abrigar do sol, mesmo com placa de advertência pra não fazer isso. Segundo nossa amiga, essas pedras tombam mesmo!

Era uma vez uma pedrinha

A uns 10 minutos de carro da praia Dona Ana está a Ponta da Piedade, onde não há uma faixa de areia para se atirar. A atração aqui é o passeio de barquinho.

O desenho que o mar criou nas pedras por anos e anos aqui fica mais fascinante. Foram criadas piscinas mesmo, com algumas aberturas onde passam os barcos.

Ponta da Piedade

Indescritível

fototipomontagem

Tá mal esse povo do barquinho, né?

Essa falta de planejamento deu certo porque fomos no início de junho, quando ainda não é alta temporada. Em agosto dizem que todo o Algarve lota.

ps.: depois que escrevi o post e coloquei a comparação com piscinas que me dei conta do nome do lugar. Será que é Lagos por causa disso? Da ausência de ondas e algumas praias quase fechadas?

Bom final de semana

Assim como eu, este blog não gosta de seguir rotina nem se encaixa num modelo padrão.

Comecei contando sobre a minha viagem pra Europa esse ano do início, depois pulei várias partes, falei sobre os últimos dias em Lisboa e agora vou começar a voltar um pouquinho.

Pra desejar um ótimo final de semana pra todos (o meu já começou super bem) deixo uma fotinho do pôr do sol maravilhoso de Lagos, praia que fiquei uns 3 dias, mas podia ter ficado os 20 da viagem,  e que escreverei um pouco mais nos próximos dias.

Pôr do sol em Lagos

Um pouco mais de Lisboa

Continuando o passeio em Lisboa na região de Belém, também passei pelo Mosteiro dos Jerónimos. Esta obra grandiosa foi realizada no tempo dos Descobrimentos portugueses, época em que o país tinha bastante recurso.

Eu só passei pela frente, que feio, deveria ter entrado.

Em frente ao mosteiro está mais uma praça da cidade, a Praça do Império. Gostei disso em Lisboa, muitas áreas livres e grandes pra parar e descansar um pouquinho.

Diferente da Praça do Comércio, esta tem um grande jardim, além de muitos banquinhos pra sentar à sombra.

Parte do mosteiro

Uma das portas, cheia de detalhes

Entrando no jardim

Tentei fotografar todo o mosteiro

Eu sempre acho alguma coisa que gosto e acabo fotografando mais, sem nenhum motivo específico, simplesmente gosto :-p

No caso do jardim da Praça do Império foram as esculturas na ponta dos laguinhos – aqui mostro um só, mas tem outro igual em frente.

Gostei dessa mistura de cavalo e peixe (?)

Opa, são dois

Laguinho com os cavalinhos

Ah, é ali do ladinho do mosteiro que está o famoso pastel de Belém, que já mostrei aqui no blog.

ps.: se escreve Jerónimos mesmo, não errei.

As pontes de Lisboa

Falo no rio, em caminhar a beira dele, na vista em torno, mas mostrar ele direito nada, né? Quem sabe agora?!

Além de todos os pontos turísticos históricos da cidade, o povo também se orgulha de algumas construções mais recentes. Exemplo disso são as pontes que atravessam o rio Tejo.

Um delas é a Ponte 25 de Abril, que já apareceu no post sobre o monumento dos descobrimentos. Ela liga Lisboa à cidade de Almada e está num dos pontos mais estreitos do rio.

Do alto da Torre de Belém

Meu protetor de tela atual

Aquele monumento do outro lado da ponte na foto acima é o Cristo, “inspirado” no do Rio de Janeiro :-p

Voltando às pontes, a outra é a Vasco da Gama, pela qual passei já no primeiro dia em Portugal a caminho de Évora. Foi construída para aliviar o trânsito na outra ponte e tem mais de 17 Km de extensão!

Ponte Vasco da Gama

Legal, né?

Dois modelos bem diferentes, mas muito estilosos, não?

Torre de Belém

Mais um lugar pra conhecer na caminhada pela beira do rio Tejo.

Esta torre está ali há algumas centenas de anos e sua principal função era fazer a segurança da cidade verificando as embarcações que chegavam. Foi especialmente importante durante a época dos descobrimentos e entre tantas funções teve também um calabouço no seu subsolo. Mais tarde também foi um posto aduaneiro.

Hoje em dia está fora d’água e vale a visita para aprender um pouco sobre a época das grandes navegações portuguesas, além de aproveitar a vista lá de cima. Aviso que a subida é um pouco cansativa, por uma escada em caracol bem apertadinha.

Torre de Belém

Do outro lado

Símbolo português, a Cruz de Malta aparece bastante

Que tal ficar vigiando o rio daqui?

Descobrimentos

Voltando um pouco para as aulas de História no colégio, vamos estudar sobre Portugal. HEHEHE

Nem eu lembrava que os portugueses tinham conquistado tantos lugares no mundo. Ainda bem que eles fazem questão de mostrar isso pra quem vai lá.

Um dos lugares mais legais de caminhar em Lisboa é a beira do rio Tejo, mais especificamente na região de Belém – o lugar dos “pastéis”. E é caminhando por ali que a gente relembra um pouco das nossas aulas.

Num grande mapa-múndi no chão estão datadas e identificadas as principais conquistas marítimas de Portugal. Começando pela África, depois Américas e por fim Ásia. O Brasil está representado na marca de Porto Seguro, mostrando também a evolução das caravelas.

Portugal, ponto de partida

Porto Seguro, 1500

Numa das pontas deste mapa está o Monumento dos Descobrimentos, uma caravela estilizada bem na beira do rio, contruído em 1960 para marcar os 500 anos da morte do Infante Dom Henrique, um dos grandes navegadores portugues que está representado na ponta da caravela juntamente com Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, Fernão Magalhães e muitos outros.

O Infante Dom Henrique é o primeiro, os outros eu não sei

E logo abaixo, além do monumento, vocês podem ver o tão falado rio Tejo :-p

Monumento em forma de caravela

Castelo dos Mouros

Sintra fica há mais ou menos 1 hora de Lisboa e é um ótimo destino para um passeio diurno. A cidade já foi ocupada pelos Mouros, povo antigo do norte da África, e estes deixaram como lembrança um castelo de pedras no alto dos morros da cidade.

Muralhas do castelo

A cidade láaaa embaixo

Deve ser um dos pontos mais altos de Sintra e mesmo indo até lá de carro o passeio é meio pesado. São muitas escadarias para subir até as torres. Pra terem uma ideia, eu subi na torre de um lado apenas. Sem condições de andar em volta da muralha!

Pra descansar que tal o meu sofá?

Descansando dentro das muralhas

Destino de verão dos reis, a cidade tem muitos palácios, que do alto do Castelo dos Mouros formam uma paisagem bem bonita e diferente, repleta de torres e telhados em meio às árvores.

Paisagem em volta do castelo

O tempo lá em cima é traiçoeiro e mesmo num dia de sol muitas vezes fica tudo coberto pela neblina, uma pena porque eu não pude tirar fotos muito legais, mas vale a pena, não?

Conhecendo um pouco de Lisboa

A capital do país é menor do que muita capital estadual brasileira, mas tem muita coisa pra ver, nova ou antiga, e em apenas 2 dias tivemos que escolher poucos lugares pra conhecer. Passear pela cidade é uma delícia, a gente acaba vendo um pouco da nossa história em cada canto. Como estávamos hospedados no centro, muitos lugares pudemos ir a pé e o que era mais longe, já aproveitamos pra passear de bonde.

O hostel, que falei há uns posts atrás, fica na parte baixa da cidade, numa zona bem antiga, com construções centenárias, bem próximo a Praça do Comércio. Esta praça, na beira do rio Tejo, era local de chegada das embarcações à cidade, especialmente para desembarque dos reis e tem um arco de entrada super bonito.

Entrada da Praça do Comércio

Corredores em volta da praça

Estátua de Dom José I no centro da praça e o arco ao fundo

Também junto ao centro está o bairro alto, que dá pra ir pelo elevador que já falei no blog, por umas escadarias na rua mesmo ou pelas escadas rolantes da estação do metrô (pra subir certamente a melhor opção :-p). O bairro alto tem a maior parte de suas ruas bloqueadas para carros que, juntando com a concentração de bares e restaurantes, ficam tomadas de pessoas especialmente à noite.

Foi lá que jantei as duas noites em Lisboa, em restaurantes pequenos, com comidinhas contemporâneas deliciosas. Tem de tudo – pato, cordeiro, peixe, massas – nham nham. Portugal tem os preços super em conta comparado com Espanha e França, e uma janta num lugar legal, tomando vinho inclusive, não sai nada caro.

Pro fim de tarde ou depois da janta, é só ir até os bares por ali, escolher entre ficar em pé na rua ou procurar um lugar pra sentar na parte de dentro e pedir uma Imperial bem gelada – cerveja, né? De barril ou garrafa.

ps.: preciso registrar que acho fascinante essa coisa de ir pra Europa e ver coisas que a gente passou uma parte da vida estudando, como os rios, que a gente sabe o nome de vários e de repente ele tá ali na tua frente :-p