Ela brilha!

Por algum motivo obscuro eu ainda não escrevi aqui sobre um dos momentos mais emocionantes da viagem a Europa. Já falei o quanto era mágico ver a Torre Eiffel de vários lugares de Paris, mas deixei uma parte pra depois, ou melhor, agora!

No meio da primavera os dias já são loooongos e a noite só aparece pelas 22 horas. Então depois de aproveitar toda a luz natural ao ar livre e voltar pra casa pra se recompor, a programação noturna era basicamente comer.

Mas não podia deixar de ver a Torre iluminada… O local escolhido foi o Trocadero (excelente indicação do amigo de uma amiga) onde tem uma estação de metrô bem próxima com o mesmo nome. Este é um dos melhores pontos da cidade para vê-la, mas até chegar lá eu não tinha ideia do que realmente me esperava.

A Torre iluminada causa tanta emoção assim pra eu ter escrito aquilo na primeira frase? Pois é, sim!

Ela parece ainda mais imponente. Linda! Romântica!

Difícil saber o que é mais marcante, subir no topo ou vê-la à noite. Parece que não tem mais nada na cidade. Só a Torre Eiffel iluminadíssima e o feixe de luz azul girando sobre Paris.

Iluminada!

Eu estive lá durante a tarde

Tentando aparecer com ela

Eu já sabia que ela piscava, mas não sabia exatamente como, nem quando.

Foi exatamente a 1 hora da manhã, sem que eu estivesse esperando. Quase chorei de emoção! hehehehe Estava tentando tirar algumas fotos ainda e… tcharam! As luzes amarelas deram lugar a milhares de luzes brancas. Eu parecia uma criança, pulava de alegria.

Lindo! Lindo! Lindo!

Depois disso ela se apagou por completo, mas parece que ela pisca de hora em hora enquanto está iluminada e só depois da 1 hora da madrugada que se desliga até a próxima noite (bem no horário que eu estava lá).

Abaixo seguem umas tentativas de foto, já que não é muito fácil fotografar algo piscante, ainda mais em clima de euforia.

Aiai

😉

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Toledo

As grandes cidades européias tem programação para vários dias e numa primeira vez em qualquer uma delas gastar o que você tem de mais precioso com deslocamento – que são as suas horas, parece uma verdadeira perda de tempo.

Toledo está aí para provar o contrário. Depois de tantos dias em cidades grandes, dependendo do metrô para conhecer os melhores pontos da cidade, quem sabe um lugar onde se chega a todos a pé?

Para chegar até Toledo é fácil, basta pegar um trem de Madrid e em meia hora tu estás na pequena e charmosa estação de trem da cidade. O interessante de Toledo está na sua parte antiga, no topo de uma colina, murada e muito bem preservada. E já que eu falei que era pra caminhar, o ideal é estar bem preparado. Caminha-se bastante mesmo e principalmente em subidas e descidas.

A chegada à cidade murada já é um encanto. Quem nunca sonhou em ver uma cidade medieval de verdade? E olha que eu acho que entrei pelos fundos. Meus amigos tem fotos da chegada à cidade por um lugar bem diferente. Eu achei lindos os portões, com uma ponte como caminho, de onde dá pra ficar horas fotografando. E aconselho ficar um pouco mesmo, a subida depois é um pouco cansativa.

Seria essa a porta dos fundos?

O segundo portão

Entre eles, uma bela paisagem

Olhando para trás no meio do caminho

Dentro dos muros a gente se sente em um filme. Muitas ruelas estreitas e prédios feito de pedra. As construções tem uma mistura de influências interessante. Ah, se eu soubesse um pouco sobre arquitetura… Aparentemente o local não se destina apenas ao turismo. Muitas casas ainda são residências mesmo.

A decoração também é medieval

E está em vários lugares

Algumas vezes mais discreta e charmosa

Imagine-se subindo essas ladeiras diariamente

Algumas vezes pode ser uma descida também

Caminhando pela cidade essa é a paisagem comum

Algumas vezes pode ser mais aberta

Podia ter errado o post e colocado aqui uma foto de Marraquexe

A Catedral de Toledo é o monumento mais famoso

A beleza da cidade está no conjunto, em grandes contruções e também em pequenos detalhes. Algumas esculturas chamaram a atenção. Um tanto quando bizarras, não?

Essa é até macabra...

E essa nem tão angelical

Cidade Proibida

Uma das atrações mais famosas da China foi o lugar escolhido para o primeiro passeio em Beijing. A antiga moradia dos imperadores, hoje transformada em museu, não poderia ser melhor lugar para ficar com uma boa impressão.

Muito do que se espera da China está ali. Construções ricas em detalhes, madeira talhada, pinturas coloridas e telhados graciosos.

Logo na entrada tudo muito colorido

Madeira e metal se misturam

Sequência de telhados na cidade

Será que algum imperador chegou a sentar nesse banco?

Esse casal leões está por tudo!

Adorei a "fila" nos telhados

Aqui tem um pouco de verde junto

Totalmente murada, era habitada pelo imperador, sua família e alguns criados. Para o restante dos mortais não era fácil chegar lá, dizem que grande parte do trajeto tinha que ser feito de joelhos.

Cada salão, palácio ou cômodo, tinha uma função específica. Hoje abrigam desde museu de atronomia até de vestuário ou estão montados conforme seu uso original, com trono e tudo mais.

Alguns palácios

Reformando...

Fui em 2008, uns 6 meses antes das Olimpíadas, e tinha muita coisa sendo reformada, como o palácio aí de cima que nem pude ver.

Estudar um pouco sobre o lugar antes de ir lá deveria ser obrigatório. Eu não fiz isso e meses depois acabei assitindo a um documentário na tv, o que me deixou com vontade de ir novamente.

Tchau por enquanto

ps.: quase todos os cliques aqui são da minha irmã Janaína, que continua em Beijing e jura que não nos levaria de novo pra comer tomate com açúcar. A gente ainda não tinha ido às compras, então não tinha nem casaco branco, nem máquina fotográfica 😉

O dia em que um Beatle tocou pra mim

É difícil explicar, não foi como realizar um sonho porque eu acho que nunca sonhei com esse dia. Nunca pensei que eu veria um show desse. E olha que eu não sou de me mixar pra sonhos.

Mesmo que eu tivesse sonhado, o show do Paul foi muito melhor do que eu podia imaginar.

Esses são os meus registros, meus e do meu namorado. Algumas fotos não ficaram tão boas, mas valeu ter registrado. Muitas vezes não dava pra pegar a máquina, não dava para parar de pular.

E o George, hein?!

Os vídeos? Ah, os vídeos acho que só os meus amigos irão ver. Tão confusos, mas sensacionais. Emocionantes. Uma mistura do que foi o show e de como eu me senti depois.

Valeu pai, por ter colocado os discos dos Beatles pra tocar tantas vezes quando eu era criança e treinado meu gosto musical hehehe.

Umas pedrinhas no caminho

Nem só de coisas boas é feita uma viagem. E acho que foi por isso que não consegui escrever sobre Itacaré logo na volta da viagem. Não voltei com aquela empolgação sabe?

Como já tinha ido a Itacaré uns anos antes, sabia que o melhor era ter um carro lá. Tendo um carro poderia ficar em qualquer lugar e conhecer todas as praias que gostaria.

Planejei para chegar lá durante a tarde e procurar uma pousada, já que o checkout costuma ser ao meio dia. Cheguei num domingo ou segunda, não lembro, e ficaria até sábado. Encontrei diversas opções com os preços lá em cima… janeiro, alta temporada, não tem o que fazer.

Aí escolhi a que achei o melhor custo-benefício, fiquei na pousada Naínas, que entre as de mesmo valor era a única que tinha piscina, o que seria ótimo ao voltar de uma trilha (Itacaré ferve no verão). Porcaria de decisão!!!

O problema foi que após a terceira noite (seriam 5), antes do café da manhã, a dona nos pediu que saíssemos do quarto porque tinha outra reserva. Como assim??? Não vale a pena colocar aqui um diálogo ridículo, mas segunda ela, gente que viaja sem reserva é aventureiro e tá aberto pra esse tipo de problema. Além disso, reservas por e-mail tem prioridade – claro, pagam mais. Não adiantou nem perguntar se ela se lembrava de ter baixado o valor pra gente justamente por ficarmos 5 noites.

Negócio é que a coisa ficou cada vez mais absurda e pagamos menos ainda do que o combinado. Oi? Será que alguém viu que errou?

A essas alturas as minhas outras opções já estavam lotadas e perdi algumas horinhas procurando uma nova pousada. Claro que fiquei traumatizada com essa coisa de viajar na alta temporada e confio menos nas pessoas. Também não vou generalizar, mas certamente terei mais cuidado nas próximas.

Mais uma pá de praia

Praias em sequência

Já disse aqui no blog que 2010 foi a segunda vez que fui a Itacaré. Também disse que estando numa praia lá, quase sempre existe a possibilidade de ir caminhando a outra. Pois é…

Na primeira vez não deu tempo pra Engenhoca e Havaizinho, já que optei pela Prainha e Jeribucaçu quue pareciam mais bonitas. Depois que fui embora muitas vezes ouvi e li que a Engenhoca era imperdível. Então tá, numa segunda oportunidade não dá pra deixar de lado, né?!

A trilha é uma das mais fáceis, o caminho está bem marcado e lisinho. Pra ir até a Engenhoca primeiro tu chega no Havaizinho. Bem na bifurcação onde se escolhe descer para o Havaizinho ou continuar a trilha para a Engenhoca tem uma barraquinha de côco beeeem gelado. Que delícia, né?! Achei que tava chegando ao paraíso.

Como tinham falado da Engenhoca, bora lá.

Havaizinho e Camboinha

Engenhoca

Posso voltar pro Havaizinho??? É claro que a Engenhoca é linda, não tem praia feia em Itacaré, mas eu curti mais as outras duas da trilha, menores e mais aconchegantes (se é que se pode usar esse adjetivo pra praia). Pequenas, boas ondas e bem do ladinho uma da outra. Acho que a  fama fez com que a Engenhoca receba mais pessoas.

Voltando!!! Olha minha cara de felicidade na trilha.

Rá, claro que não surfo, só seguro a prancha pra ser fotografada

No Havaizinho tinha algumas barracas de tapioca (era verão), já na Camboinha, nadicas. Outras pessoas? Mais 4 só, que aparecem todas na foto abaixo.

Havaizinho

Cantinho da praia

Jeribucaçu

Em Itacaré a paisagem se repete: mar azul esverdeado em geral com ondas, coqueiros, grama, pedras, rio… mas cada praia tem seu charme. E quase sempre uma trilha a ser feita!

Para chegar a Jeribucaçu são mais ou menos 30 minutos de caminhada, grande parte descendo, que, claro, na volta vira subida! Chegando na praia, nada melhor do que se atirar na sombra de um coqueiro. Com cuidado para não ficar embaixo dos côcos… vai que cai!

Melhor lugar para um descanso

No verão tem algumas barracas que vendem peixe e tapioca e também alugam cadeiras e guarda-sol, mas fora de temporada mal tem um vendedor de côco no lugar.

Já o mar é melhor para os  surfistas no inverno, que tem ondas maiores, mas mesmo no verão é quase sempre do mesmo jeito: meia dúzia de pessoas na água.

A areia é preta na maior parte

No verão as ondas são pequenas

Um ponto positivo de Itacaré é que sempre tem uma praia quase deserta pra ti. Se chegar o tour da CVC é só caminhar até a praia ao lado. Isso vale para o verão também e claro que fiz isso.

Jeribucaçu ficando para trás

Vai aonde meu?

Quase todo o caminho é assim

Próximo a Jeribucaçu são várias pequenas praias. A trilha é bem fácil e com bastante árvore para proteger do sol. A única que lembro o nome é Arruda, essa quase sem ondas e bem boa para se atirar ao sol.

A última que fui não lembro o nome e nem tenho fotos legais, mas fica em frente a uma fazenda, não tem faixa de areia e só tinha um casal de surfitas quando fui.

Arruda

No caminho

Não tem lugar ou foto feia :-p

Fim de tarde em Itacaré

Na maior parte das praias de Itacaré só se chega através de trilhas, caminhando meia hora ou mais. Normalmente esses passeios são feitos pela manhã e quando a fome bate de verdade a gente volta pro centrinho. O fim de tarde acaba sendo numa das 5 praias perto do centro, onde se chega rapidinho a pé ou de carro.

Pra quem gosta de ver a galera surfando é um bom momento para sentar nas pedras entre as praias Resende e Tiririca. Dá pra ficar bem perto dos surfistas, curtindo uma brisa que a essa hora ameniza o calor e escutando só o barulho das ondas. Pra quem surfa, estar dentro do mar também é uma ótima opção.

Resende

Os coqueiros sempre saem bem nas fotos hehehe

Tiririca

A galera não vai embora

Outra opção é ver o pôr do sol na praia da Concha, na Ponta do Xaréu. Tem um cantinho pra sentar, pode ser nas pedras ou em alguns bancos, com vista pra baía que faz a ligação do mar com o rio de Contas. É por ali que ficam atracados os barcos dos pescadores, que deixam a paisagem ainda mais legal.

Pôr do sol

Quanto mais baixo o sol, mais bonito fica

Da Ponta do Xaréu

Como boa gaúcha, só senti falta de um chimarrão em qualquer uma das opções (levo o aparato apenos quando viajo de carro).

Os lugares que eu não conheci

Olha o que eu perdi… isso que passei ali do ladinho. Não fui um pouco por falta de tempo, mas principalmente por falta de planejamento.

Em Paris:

Ponte Alexandre III – a mais bonita de Paris

Saint Sulpice – ficou ainda mais famosa por causa do Código Da Vinci

Grand Palais e Petit Palais – lindos por fora e por dentro

Saint Eustache – tem o maior órgão de tubos do mundo, são 8000 tubos

Sainte Chapelle – se eu soubesse desso teto antes…

Lisboa:

Castelo de São Jorge – que vista!

O bom disso tudo é que não faltarão motivos para viajar mais 😀

Parecia legal

Mas não é!

Na Sagrada Família vendem um ticket conjugado para visitar a casa que Gaudí morou dentro do parque Güell. Praticamente dinheiro posto fora.

A casa tem alguns móveis originais da residência e outros que são obra do artista, tudo com pouca informação. Não valeu a pena.

Olhar a casa só de fora já está ótimo.

Por fora a casa é bem legal

Um charme, não?

Não dá pra dizer que foi uma roubada, já que ia até o parque de qualquer jeito e o valor do ticket era bem barato. Além disso, justamento por não ter muita coisa, o tour ali dentro dura pouco tempo.