Caminhando no Grand Canyon

Sabe aquela paisagem que te faz perder a noção do tempo, que tu olha e não enjoa nunca?

Grand Canyon

Acho que já falei um pouco disso no post anterior, mas mesmo sendo repetitiva, não vou deixar de dizer o quanto o Grand Canyon me impressionou. É claro que eu sabia que era bonito, mas além disso achei meio mágisco, misterioso.

Cada vez vejo um detalhe diferente

As fendas são enormes!

Sentar nas rochas e olhar a paisagem já vale viagem, mas a gente também deve caminhar bastante pra aproveitar ao máximo o que o parque oferece. Existem diversas trilhas para descer as rochas imensas e a dica dada pela administração do parque é que para cada hora de descida se calcule duas para a subida, além de nunca tentar descer até a base dos cânions num único dia nem fazer caminhadas à noite.

Grand Canyon

Uma coisa que me deixou bem impressionada é como a gente chega facilmente nas bordinhas – e como as estradas passam perto do perigo também. Não tem cerca limitando passagem em nenhum lugar, fica tudo sob tua responsabilidade. Claro que existem alertas sobre os riscos, mas ninguém te impede de botar o pé em lugar algum.

A trilha que fiz é bem tranquila, embora com bastante cascalho solto, o que a deixa escorregadia. No início a descida é feita por uma estradinha cheia de curvas bem fácil mesmo, mas depois disso começa a ficar mais roots. Com a quantidade de vezes que paramos pra tirar fotos e olhar a paisagem de diferentes ângulos, a subida teve quase o mesmo tempo que a descida, mas precisei parar e me sentar à sombra pra tomar água e recuperar o fôlego – ah, a falta de preparo físico, né?!

Meu tênis não era muito apropriado pra descer no cascalho

Aqui dá pra tentar entender o caminho

Anúncios

Um pôr do sol inesquecível

É muito bom que a gente seja flexível. Já contei aqui meu encanto com pôr do sol (acho que essa é minha tag preferida no blog) e eu sempre pensei que meu “tipo” preferido era no mar. Já vi de dentro de um barco em Koh Phi Phi, com o vulcão de Bali ao fundo, junto dos moais na Ilha de Páscoa e achava que nunca ia encontrar outro que me fascinasse mais. Até me deparar com um forte concorrente:

Grand Canyon

A foto tá péssima, eu sei (acabou a bateria da máquina nesse instante), mas foi nesse momento que eu cheguei a uma das bordas do Grand Canyon e me apaixonei. O lugar é incrível, tem uma energia muito boa e a paisagem é de tirar o fôlego.

Eu não acredito que foi por falta de expectativa que eu me surpreendi tanto. Pelo contrário, eu estava muito empolgada, curiosa e ansiosa até. Mas ao chegar na borda sul dos cânions, foi superada qualquer ideia que eu tinha na minha cabeça.

O Grand Canyon é muito mais impressionante, maior e mais bonito do que qualquer foto possa mostrar. A luz do sol no fim da tarde deixa tudo com cor e brilho ainda mais especial.

Se não fosse pelo frio e meu despreparo, dava pra ficar sentada nas pedras até poder ver as estrelas, tenho certeza que é um banho de energia e uma experiência inesquecível. Olha… tenho um motivo pra voltar 😉

A gente fica na bordinha mesmo

É pra se desligar dos pensamentos, não?!

Hoover Dam

Uma represa gigante no rio Colorado

A poucos quilômetros de Las Vegas uma obra de engenharia impressiona e faz valer a visita. A enorme barragem construída ainda na década de 30 gera energia no meio do deserto, bem na divisa entre os estados de Nevada e Arizona.

O lugar muito visitado por turistas, especialmente aqueles que estão em Las Vegas, ficou muito famoso ao servir como cenário do filme do Super-Homem na década de 70.

Essa mistura de obra gigante, montanhas rochosas e um rio que vai do azul ao verde esmeralda cria uma visão meio futurística-coisadeoutroplaneta-retrô, não acham?

Isso podia ser até em Marte né?

Mistura de cor na água e nas pedras

Bueno, mas deixa eu contar que o GPS indicava pra seguir na estrada e uma placa mostrava um desvio para chegar ao Hoover Dam… melhor confiar no GPS, não? O asfalto brilhava de tão novo e eu segui reto. Passamos de carro por um bando de gente olhando por cima de uma mureta e nada de Hoover Dam pra gente. É, ele tava ali do outro lado dessa mureta, que eu até imaginava que fosse de uma ponte. Então fizemos a volta, não estacionamos pra olhar pela mureta, mas voltamos até a placa do desvio e daí sim logo avistamos o Hoover Dam e paramos o carro.

Gente, se eu soubesse que eu já tinha passado duas vezes por essa ponte aí da foto… (eu sou cagona) Talvez a foto não seja tão fiel a realidade, mas é muito alto mesmo! Ainda foi preciso passar mais uma vez para seguir caminho, dessa vez com direito a frio na barriga só por saber por onde eu tava passando. A estrada antiga, que era a que o GPS apontava, cheia de curvas e mais perigosa, foi substitupida por essa ponte no ano passado. A única parte aberta é para chegar até a represa e locais de estacionamento.

A novíssima ponte