Viagem de final de semana ou da vida toda

Já que o final de semana está aí pra gente sair da rotina, nada melhor do que sair de casa também né?

Foi pensando* nisso que semanas atrás, ao ver uma super promoção da Gol, comprei passagens pra Montevideo.

Hoje vamos eu e mais 8 pessoas conhecer lugares, pessoas, comidas e até sensações diferente. São 9 pessoas que dentre elas existem aquelas que se conhecem a vida toda, que se vêem todos os dias, que não se conhecem, que pouco se encontram, que são namorados, que são da mesma família, que é minha melhor amiga a vida toda, que são minhas melhores amigas** a menos tempo – mas que parecem ser da vida toda – e novas amigas também. Gente que já foi pra capital do Uruguai uma vez, várias vezes ou nunca foi, que gosta de ficar em albergue, que nunca ficou e até quem não tenha noção de como é!

Tem coisa melhor do que isso? São apenas dois dias fora de casa, mas que prometem ficar com a gente pra sempre.

* na verdade eu não preciso pensar nisso, isso tá dentro de mim o tempo todo!

** eu tenho bem mais de uma melhor amiga e sempre encontro espaço pra mais uma 😉

Anúncios

Guarda do Embaú

O rio encontra o mar na Guarda do Embaú

O rio encontra o mar na Guarda do Embaú

Este post é completamente atemporal. A Guarda é minha velha companheira. Já fui pra lá pra fazer festa, curtir a praia, descansar, com a família, com os amigos, com o namorado e na última vez até o cachorro foi. Já aluguei casa, fiquei hospedada em pousada ou semi-muquifo, mas sempre gostei.

Eu não tenho praia preferida em Santa Catarina, mas acho a Guarda a mais bonita. O rio, o mar, os morros, os barquinhos…

É uma praia simples e diferente. Para chegar ao mar é preciso cruzar o rio da Madre de barco ou caminhando, o que em muitos casos acaba virando nado, já que algumas partes podem estar bem fundas. Os barquinhos são conduzidos pelos pescadores locais com uma vara de bambú e pela travessia eles cobram 2 reais por trecho por pessoa. Os barcos dão um colorido legal pra paisagem que mistura verde e azul do céu, do mar, do rio e da vegetação.

As ondas na Guarda também atraem muita galera, é uma das melhores pro surf em SC. O astral da praia é o de quem gosta de onda. Cada um na sua, pousadas e casa pra todos os gostos e bolsos, barzinhos com música ao vivo e uma galera bem tranquila na beira da praia a fim de curtir muito um lugar maravilhoso.

A travessia do rio da Madre

A travessia do rio da Madre

Os barquinhos que cruzam o rio

Os barquinhos que cruzam o rio

Meu primeiro post – Koh Phi Phi

Phi Phi Don

Koh Phi Phi é um daqueles lugares onde se chega e não se quer mais ir embora. Um complexo de ilhas na Tailândia, bem pertinho da movimentada Phuket, de onde se pega o barco para ir até lá, mas que é totalmente diferente. Não há carros ou motos (apenas barcos, carrinhos de mão para bagagens e algumas bicicletas), e as ruas são de areia ou com algum calçamento. Ótimo! É deste tipo de lugar que eu gosto. A viagem pra lá em fevereiro foi ótima, principalmente por ser a primeira de todos os irmãos juntos: eu, o Cristiano, a Jana e a candidata a caçula Rafa.

Visitamos juntos três ilhas (o Cristiano foi mergulhar em outra). Phi Phi Don é a única que possui infra-estrutura, como pousadas e hotéis. Ao chegar, escolhemos um quarto para quatro pessoas bem simples, mas com um item indispensável: ar-condicionado. O importante era ser perto da praia – Loh Dalam Bay – e ser barato – pagamos 1400 bath por dia, algo em torno de 70 reais para os quatro. Os preços lá são muito baixos, inclusive para brasileiros. O café da manhã continental sai por R$ 2, um almoço com um camarão delicioso, R$ 10, e uma hora da excelente massagem tailandesa, R$ 13. Todos estes serviços são encontrados aos montes na ilha.

Phi Phi Ley

Ficamos quase uma semana aproveitando sol, mar e muito calor. O mar é inacreditavelmente claro, mudando do azul pro verde, cada vez mais lindo. Ondas não existem naquele pedacinho do planeta. A vida dentro d´água é multicolorida e os peixes te cercam aos cardumes. Para se aventurar ao redor da ilha, ou nas outras em volta, os charmosos barcos de madeira dos moradores são ideais. Sempre simpáticos, os locais levam onde o turista pedir, bastando apenas combinar um valor e o horário para a volta. Para quem prefere algo mais organizado, é também possível encontrar muitas agências na ilha.

Phi Phi Ley

A volta de Phi Phi Don nos levou a praias semi-desertas, com bungalows rústicos e sempre com restaurantes de boa comida, além de um mergulho espetacular. Phi Phi Ley, a ilha mais próxima de onde nos hospedamos, é ainda mais fabulosa. Tem enormes paredões de pedra, muitos cobertos por uma vegetação extremamente verde e baías que deixam quem entra nelas “cercado” por estes paredões verdes. Após uma parada para mergulho, fomos a Maya Bay, a praia mais famosa da ilha, onde ficamos algumas horas aproveitando muito o banho de mar. Para finalizar o dia, nada como um pôr-do-sol em alto mar, não é?

Maya Bay, em Phi Phi Ley

A terceira ilha que visitamos chama-se Bamboo Island. No caminho, mais um mergulho. Ao chegar foi surpreendente encontrar a água ainda mais clara que nas outras duas ilhas e realmente quente. E o que mais tem lá? Trilhas como a que eu e a Rafa fizemos até o View Point, de onde é possível ver as duas baías de Phi Phi Don e ao fundo Phi Phi Ley, depois de escadarias que não acabam nunca. Barzinhos para ir à noite, onde se bebe cerveja gelada e é possível conhecer pessoas do mundo inteiro (os suecos são especialmente lindos). Locais para mergulhos, que são indispensáveis – fiz apenas snorkeling, mas o Cristiano foi ao fundo com cilindro. Massagem, que aproveitei todos os dias, às vezes apenas para os pés, em outras no corpo inteiro. Comidas diferentes, ótimas, mas com as quais é preciso tomar cuidado com a pimenta (o padrão deles é diferente do nosso, até o bahiano fica para trás no “quesito ardência”!). Além disso, tem que aproveitar muito a beleza que a natureza nos proporciona.

Bamboo Island

A parte difícil foi voltar, poderíamos aproveitar tudo de novo e procurar lugares novos para conhecer. Mas assim, quem sabe a gente não volta lá para mais um almoço na beira da praia, só os quatro irmãos?!

Este texto foi postado originalmente no ida&volta, blog da Tati Klix e um dos que me inspirou a fazer este aqui.