Umas pedrinhas no caminho

Nem só de coisas boas é feita uma viagem. E acho que foi por isso que não consegui escrever sobre Itacaré logo na volta da viagem. Não voltei com aquela empolgação sabe?

Como já tinha ido a Itacaré uns anos antes, sabia que o melhor era ter um carro lá. Tendo um carro poderia ficar em qualquer lugar e conhecer todas as praias que gostaria.

Planejei para chegar lá durante a tarde e procurar uma pousada, já que o checkout costuma ser ao meio dia. Cheguei num domingo ou segunda, não lembro, e ficaria até sábado. Encontrei diversas opções com os preços lá em cima… janeiro, alta temporada, não tem o que fazer.

Aí escolhi a que achei o melhor custo-benefício, fiquei na pousada Naínas, que entre as de mesmo valor era a única que tinha piscina, o que seria ótimo ao voltar de uma trilha (Itacaré ferve no verão). Porcaria de decisão!!!

O problema foi que após a terceira noite (seriam 5), antes do café da manhã, a dona nos pediu que saíssemos do quarto porque tinha outra reserva. Como assim??? Não vale a pena colocar aqui um diálogo ridículo, mas segunda ela, gente que viaja sem reserva é aventureiro e tá aberto pra esse tipo de problema. Além disso, reservas por e-mail tem prioridade – claro, pagam mais. Não adiantou nem perguntar se ela se lembrava de ter baixado o valor pra gente justamente por ficarmos 5 noites.

Negócio é que a coisa ficou cada vez mais absurda e pagamos menos ainda do que o combinado. Oi? Será que alguém viu que errou?

A essas alturas as minhas outras opções já estavam lotadas e perdi algumas horinhas procurando uma nova pousada. Claro que fiquei traumatizada com essa coisa de viajar na alta temporada e confio menos nas pessoas. Também não vou generalizar, mas certamente terei mais cuidado nas próximas.

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Mais uma pá de praia

Praias em sequência

Já disse aqui no blog que 2010 foi a segunda vez que fui a Itacaré. Também disse que estando numa praia lá, quase sempre existe a possibilidade de ir caminhando a outra. Pois é…

Na primeira vez não deu tempo pra Engenhoca e Havaizinho, já que optei pela Prainha e Jeribucaçu quue pareciam mais bonitas. Depois que fui embora muitas vezes ouvi e li que a Engenhoca era imperdível. Então tá, numa segunda oportunidade não dá pra deixar de lado, né?!

A trilha é uma das mais fáceis, o caminho está bem marcado e lisinho. Pra ir até a Engenhoca primeiro tu chega no Havaizinho. Bem na bifurcação onde se escolhe descer para o Havaizinho ou continuar a trilha para a Engenhoca tem uma barraquinha de côco beeeem gelado. Que delícia, né?! Achei que tava chegando ao paraíso.

Como tinham falado da Engenhoca, bora lá.

Havaizinho e Camboinha

Engenhoca

Posso voltar pro Havaizinho??? É claro que a Engenhoca é linda, não tem praia feia em Itacaré, mas eu curti mais as outras duas da trilha, menores e mais aconchegantes (se é que se pode usar esse adjetivo pra praia). Pequenas, boas ondas e bem do ladinho uma da outra. Acho que a  fama fez com que a Engenhoca receba mais pessoas.

Voltando!!! Olha minha cara de felicidade na trilha.

Rá, claro que não surfo, só seguro a prancha pra ser fotografada

No Havaizinho tinha algumas barracas de tapioca (era verão), já na Camboinha, nadicas. Outras pessoas? Mais 4 só, que aparecem todas na foto abaixo.

Havaizinho

Cantinho da praia

Jeribucaçu

Em Itacaré a paisagem se repete: mar azul esverdeado em geral com ondas, coqueiros, grama, pedras, rio… mas cada praia tem seu charme. E quase sempre uma trilha a ser feita!

Para chegar a Jeribucaçu são mais ou menos 30 minutos de caminhada, grande parte descendo, que, claro, na volta vira subida! Chegando na praia, nada melhor do que se atirar na sombra de um coqueiro. Com cuidado para não ficar embaixo dos côcos… vai que cai!

Melhor lugar para um descanso

No verão tem algumas barracas que vendem peixe e tapioca e também alugam cadeiras e guarda-sol, mas fora de temporada mal tem um vendedor de côco no lugar.

Já o mar é melhor para os  surfistas no inverno, que tem ondas maiores, mas mesmo no verão é quase sempre do mesmo jeito: meia dúzia de pessoas na água.

A areia é preta na maior parte

No verão as ondas são pequenas

Um ponto positivo de Itacaré é que sempre tem uma praia quase deserta pra ti. Se chegar o tour da CVC é só caminhar até a praia ao lado. Isso vale para o verão também e claro que fiz isso.

Jeribucaçu ficando para trás

Vai aonde meu?

Quase todo o caminho é assim

Próximo a Jeribucaçu são várias pequenas praias. A trilha é bem fácil e com bastante árvore para proteger do sol. A única que lembro o nome é Arruda, essa quase sem ondas e bem boa para se atirar ao sol.

A última que fui não lembro o nome e nem tenho fotos legais, mas fica em frente a uma fazenda, não tem faixa de areia e só tinha um casal de surfitas quando fui.

Arruda

No caminho

Não tem lugar ou foto feia :-p

Fim de tarde em Itacaré

Na maior parte das praias de Itacaré só se chega através de trilhas, caminhando meia hora ou mais. Normalmente esses passeios são feitos pela manhã e quando a fome bate de verdade a gente volta pro centrinho. O fim de tarde acaba sendo numa das 5 praias perto do centro, onde se chega rapidinho a pé ou de carro.

Pra quem gosta de ver a galera surfando é um bom momento para sentar nas pedras entre as praias Resende e Tiririca. Dá pra ficar bem perto dos surfistas, curtindo uma brisa que a essa hora ameniza o calor e escutando só o barulho das ondas. Pra quem surfa, estar dentro do mar também é uma ótima opção.

Resende

Os coqueiros sempre saem bem nas fotos hehehe

Tiririca

A galera não vai embora

Outra opção é ver o pôr do sol na praia da Concha, na Ponta do Xaréu. Tem um cantinho pra sentar, pode ser nas pedras ou em alguns bancos, com vista pra baía que faz a ligação do mar com o rio de Contas. É por ali que ficam atracados os barcos dos pescadores, que deixam a paisagem ainda mais legal.

Pôr do sol

Quanto mais baixo o sol, mais bonito fica

Da Ponta do Xaréu

Como boa gaúcha, só senti falta de um chimarrão em qualquer uma das opções (levo o aparato apenos quando viajo de carro).

Mais do mesmo

Meus 15 dias de férias foram dedicados a revisitar lugares. Claro que sempre com direito a novas experiências. Deliciosos momentos de praia, praia e praia. Vai de carro prum lado, volta, pega avião, carro de novo, volta!

Não é fácil viajar em alta temporada, acho que fazia uns 5 anos que eu não tirava férias nessa época e cada vez mais tenho certeza que a baixa temporada é infinitamente melhor, já que além de gastar menos, poupa um tempo precioso.

Bueno, os post contando como foram as viagens vão ficar para os próximos dias (ainda não baixei uma foto sequer). Já adianto aqui que vou escrever sobre estes lugares que gosto tanto (ordem totalmente aleatória):

    • SANTA CATARINA

    Pinheira
    Guarda do Embaú
    Florianópolis
    Praia do Rosa
    Gamboa

    • BAHIA

    Salvador
    Itacaré

    ps.: até me emocionei agora quando vi que tenho que criar a tag 2010… Que este seja um ano super supimpa e com muita viagem pra mim e pra você!!

      Itacaré

      Com certeza o ponto alto da minha viagem a Bahia em 2006 foi Itacaré. Fiquei com a lembrança de muitos dias de praias maravilhosas, comida boa e muito sossego. Desde então quero ir pra lá de novo. Finalmente estou indo 😉

      Antes que venha aquele batalhão de posts na minha volta, vou deixar todo mundo com vontade de ir também, enquanto eu lembro dos lugares que fui e penso no que vou fazer logo logo.

      Céu azul, coqueiros para dar sombra e água de coco

      Céu azul e coqueiros para dar sombra e água de coco

      Minha praia preferida naquelas bandas: Jeribucaçu

      A Prainha, que vale a caminhada

      Pôr do sol na praia da Concha

      A Praia do Espelho

      Um oásis em meio ao agito de Porto Seguro. Tendo como único acesso uma estrada de terra, não é tão fácil chegar lá. Num dia de chuva, melhor nem tentar ir por conta própria.

      Vontade de descer correndo

      Vontade de descer correndo

      A chegada, no topo de uma falésia (a região é toda assim), nos dá de cara uma visão privilegiada de toda a extensão da praia. Esta pequena faixa de areia delimitada pelo grandes paredões e pelo mar tem algumas pousadas e restaurantes onde tu podes deixar teu dia ainda mais deliciosos com caipirinhas das mais variadas frutas ou uma moqueca baiana tradicional.

      O mar claro e calmo quase como uma piscina é um convite constante para um mergulho demorado. Lá, bem no canto direito, eu vi algumas tartarugas nadando nas marolinhas 😉 muito fofo!

      Pra quem quiser estender a permanência, além das pousadas na beira da praia, existem algumas no topo da falésia, num pequeno condomínio muito charmoso.

      Consegue ver uma arara na árvore?

      Consegue ver uma arara na árvore?

      Morro de amores

      Você conhece Morro de São Paulo? Não, não fica em São Paulo, é na Bahia, e não é exatamente um morro, é uma ilha.

      Conhece alguém que já foi lá? Eu já fui e conheço diversas pessoas que foram também. Todas voltaram apaixonadas.

      Pôr do sol nas ruínas do forte

      Pôr do sol nas ruínas do forte

      De cima do morro

      De cima do morro

      Não é fácil dizer o que apaixona de verdade… se são os golfinhos, o pôr do sol, a vista de cima do farol, o mar quente, o banho de lama, o sossego da praça ou as festas na 2ª praia.

      Ah, pois é, as praias mais conhecidas tem nomes bem simples. 1ª, 2ª, 3ª e 4ª!

      • 1 ª praia: logo na descida do morro, bem pequenina.
      • 2ª praia: a mais agitada, tanto de dia como à noite.
      • 3ª praia: concentra uma zona com pousadas um pouco mais caras e sossegadas.
      • 4ª praia: mais extensa e quase deserta, rende uma ótima caminhada para começar bem o dia.
      Vista do Farol, da 1ª praia

      Vista do Farol, da 1ª praia

      A 4ª praia

      A 4ª praia

      Tiroleza do alto do farol, te arrisca? Lá embaixo 1ª, 2ª e 3ª praia

      Tiroleza do alto do farol, te arrisca? Lá embaixo 1ª, 2ª e 3ª praia

      Chega-se a Morro de São Paulo de barco ou avião (aqueles bem pequenos). Eu optei pelo barco saindo de Valença, que não passa por alto mar e tem um trajeto bem tranquilo, sendo a outra opção direto de Salvador pelo mar agitado.  Descendo de barco no trapiche chega-se direto na praça em cima do morro (que deve dar nome a ilha) onde estão algumas pousadas e restaurantes. Foi nessa praça que eu fiquei hospedada e me apaixonei por Morro.

      A rede da varanda da pousada era um convite pra apreciar como vive aquela gente que mora isolada da confusão de uma grande cidade. As crianças vão e voltam da escola sozinhas e brincando por toda parte, já que não há carros por lá. À noite é possível escutar a música ao vivo de uns dos bares e tomar batidinhas de frutas que são combinadas formando um sabor indescritível.

      A praça à noite

      A praça à noite

      Do outro lado da ilha, na praia da Gamboa, come-se uma deliciosa casquinha de siri nas barracas de beira de praia, mas é com muito siri e farofa. É lá o momento “eca” da ilha: banho de lama. Na verdade não é tão eca assim, o povo adora, só que eu perdi porque a maré tava muito alta.

      O banho de lama acontece naquele paredão de argila

      O banho de lama acontece naquele paredão de argila

      Caraíva

      A ilha que busca conservar antigos costumes não me deu chance de conhecê-la. Não tem uma pessoa que não diga como ela é linda, mas eu praticamente só vi nuvens, vento e chuva – uma pena. Contei sobre os probleminhas que tive no ida&volta (clica, vai!).

      Agora, o que eu sinto, é uma enorme vontade de voltar pra poder aproveitar. Sei que algumas coisas mudaram, como a instalação de luz elétrica, que deve trazer mais conforto, mas mantiveram o charme passando os fios por baixo da terra.

      Nada de fios na rua

      Na época da foto, energia só com gerador próprio

      Viajando pela Bahia

      Já falei no blog que no Nordeste do Brasil eu só conheço a Bahia. Até hoje fui pra lá 3 vezes, sendo que numa delas percorri uma grande extensão do litoral durante 20 dias.

      Abaixo tem o mapa com as principais praias visitadas, tendo me deslocado entre elas de carro alugado ou ônibus de linha comum. O trajeto não é exatamente este, mas a ideia é mostrar a localização e distância entre um ponto e outro.

      Percurso realizado em 2006

      Percurso realizado em 2006

      • A – Caraíva
      • B – Trancoso
      • C – Itacaré
      • D – Morro de São Paulo
      • E – Salvador

      Minha chegada foi em Porto Seguro, onde aluguei um carro e de lá fui até Caraíva. A viagem pode ser descrita na ordem dos pontos no mapa, já que foi nesta mesma sequência que fiz o trajeto.

      Prometo mostrar os lugares maravilhosos que fui numa enchurrada de posts, e muito apressada que sou, comecei falando em Trancoso já meses atrás. Ah, e não vou me limitar a mais 4 posts, já que fui a muito mais lugares do que os que destaquei no mapa.