Alguém sabe qual o mais bonito?

O pôr do sol me fascina e até uma tag para isto eu tenho aqui no blog. É um momento especial do dia, que faz com que muitas vezes a gente fique ali paradinho só observando sem se preocupar com mais nada. Praticamente um momento de hipnose.

Claro que não é só o sol a “estrela da festa”. O céu que muda de cor, o lugar onde tu está ou onde ele vai se esconder também são pontos fundamentais.

Sempre tive muita vontade de ver o sol se pondo no mar e sempre vinha o Pacífico na minha cabeça. A primeira vez sabe onde foi? Ilha de Páscoa! Achei aquele o mais lindo do mundo!

Gosto desta foto por mostrar 3 altares bem pertinho

O tempo passa, a gente viaja um pouco mais e se depara com outros que passam a ser os mais bonitos… sim, eu já senti isso várias vezes. Claro que o estado de espírito e as companhias fazem diferença. Este ano tive quase uma overdose de pôr do sol na viagem a Bali, mas em nenhum momento deixei de curtir cada momento.

Acho que qualquer pessoa que goste de tirar fotos tem um milhão delas de pôr do sol em diversos lugares. Brincando com algumas fotos essa semana, não podia deixar de lado uma de pôr do sol… a escolhida foi essa aí embaixo, em Gili.

Dá pra ver na minha cara a felicidade, né?

Moro numa cidade quem tem o pôr do sol como cartão postal. Porto Alegre adora exaltar a beleza do seu pôr do sol no Guaíba que conforme a época do ano deixa o céu com cores bem diferentes. Olhando as fotos abaixo tem como negar que realmente ele é um show? (essas fotos não foram editadas)

Tá pegando fogo

Na terra dos gremistas e colorados, o céu mistura azul e vermelho

Agora clica aqui e vai ver os outros que já assisti (espetáculo a gente assiste, não?).

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Uma tentativa de esquiar

Já que o inverno está chegando, tentando pelo menos, vou escrever sobre programa de frio!

Em 2007 foi a primeira e única vez em que tentei esquiar. Não vou mentir, jamais diria que eu consegui. Medo, insegurança, falta de coordenação e mais um pouco de medo me impediram de fazer isso.

Estando em Santiago, no Chile, é muito fácil encontrar uma agência que te leve para passar o dia na cordilheira, em alguma estação de esqui. Como eu estava viajando sozinha, encontrei parceria no albergue. Fui com mais duas meninas para El Colorado, mais perto da cidade do que o famoso Valle Nevado.

A emoção já começa antes mesmo de chegar à estação. A estrada é inclinada, muito sinuosa e pode ter gelo na pista (o que foi o caso). Era julho, época de neve, então não escapamos de uma paradinha para colocar correntes em volta dos pneus da van. Se for possível conter o nervosismo, olhar a paisagem já vale grande parte do programa. Quanto mais alto, mais branquinha fica a montanha.

O curioso é que fui num dia de semana, uma quinta-feira ou coisa assim, e a estrada tava abarrotada de carros da região mesmo, de pessoas que não eram turistas. Algo parecido com o que temos no verão para ir a praia, só que temos isso no final de semana. Na descida, a mesma coisa…. mega congestionamento!

Subindo

Subindo

Chão branco, céu azul. Belo contraste

Chão branco, céu azul. Belo contraste

Esquiar me pareceu muito legal, mas o fato de não estar com nenhuma pessoa realmente próxima, caso acontecesse algum acidente, não me deixou à vontade para descer a pista. Fiz apenas uma hora de aula e depois tentei uns “percursos” bem curtinhos. É quase uma humilhação quando tu olha uns toquinhos de gente (as crianças) indo lá no alto e te dando um banho! Pelo menos não fiz fiasco 😉

A medrosa se preparando pra aula

A medrosa se preparando pra aula

Os corajosos

Os corajosos

Ah, El Colorado tem um pequeno vilarejo encantador, lindo pra quem quer ficar mais de um dia nas montanhas.

Quem não se adaptar ao esporte, pode tirar fotos como eu!

Quem não se adaptar ao esporte, pode tirar fotos como eu!

Um pouco do Uruguai

Minha primeira viagem internacional foi em 2007 pro vizinho Uruguai. De carro cruzei a fronteira pelo Chuí e conheci as seguintes cidades/praias:
Punta del Diablo
La Pedrera
Punta del Este
Montevideo

A fronteira no Chuí

A fronteira no Chuí

Fui até Montevideo apenas por causa de um compromisso dos parceiros de viagem e dizer que conheci a cidade é quase uma mentira. Fui ao Mercado del Puerto, caminhei na 18 de Julio e dei uma passadinha de carro na beira do Rio da Prata. Claro que fiquei com vontade de voltar lá e conhecer melhor… tá nos planos.

Rio da Prata

Rio da Prata

Punta del Este nos mostra como é boa a sensação de estar num lugar organizado, nada de postes com fios emaranhados, e onde é seguro andar à noite em qualquer lugar. Muita coisa legal e cara. A passada lá também foi rápida.

O píer em Punta del Este é super badalado

O píer em Punta del Este é super badalado

A viagem foi aproveitada mesmo nas praias mais ao norte. Era carnaval, alta temporada, calorão. La Pedrera e Punta del Diablo tem menos movimento e preços mais agradáveis. Claro que tem bem menos infra-estrutura, poucos restaurantes e as pousadas e casas de aluguel são locadas rapidamente. Quase ficamos sem teto nos dois lugares porque não reservamos nada antes, mas com paciência deu tudo certo.

Mais adiante conto mais sobre essas prainhas, mas já deixo aqui registrado: ADOREI!

Santiago do Chile

Como é legal ver a cordilheira praticamente de qualquer lugar! A capital do Chile é assim. Apesar da poluição que paira sobre a cidade, durante o dia é possível ver os picos brancos no horizonte.

A cordilheira ao fundo

A cordilheira ao fundo

Santiago é grande, mas chuto dizer que não seja muito maior que Porto Alegre. É fácil se deslocar pela cidade de metrô e, quando necessário, o táxi não é muito caro. No centro tem diversos locais que podem ser visitados numa caminhada (fiz em duas etapas). O mercado central de lá, ou público como a gente costuma chamar, tem ótimos restaurantes, coisa que muitas vezes em outras cidades é apenas propaganda enganosa. De lá é possível ir até a Catedral e o o Correio Central, prédios históricos bem no centrão da cidade.

O mercado central

O mercado central

A catedral no centro de Santiago

A catedral no centro de Santiago

Correio Central

Correio Central

A Casa de La Moneda é o palácio do presidente e tem a sua volta os prédios de diversos ministérios e outos órgãos do governo federal. Numa daz vezes em que fui lá havia inclusive uma banda do exército tocando na praça em frente. Ainda na caminhada pelo centro fui até o Cerro Santa Lucia, um parque num pequeno morro que se sobe a pé e de onde tem uma vista panorâmica da cidade e da cordilheira.

Casa de La Moneda

Casa de La Moneda

A entrada do Cerro Santa Lucia

A entrada do Cerro Santa Lucia

A vista lá de cima

A vista lá de cima

Em Santiago viveu durante muito tempo o grande escritor Pablo Neruda, ganhador de um prêmio Nobel, que acabou deixando o país por causa da ditadura. Sua casa foi praticamente destruída, depois restaurada e hoje é um museu. La Chascona, como ele mesmo nomeou a casa, é dividida em três partes que não tem ligação direta. Uma parte social, uma íntima e a biblioteca. Na foto estou no jardim entre a parte social (abaixo) e a biblioteca (acima), ao fundo estão os quartos e uma sala íntima.

Foto simpática

Foto simpática

Fachada da casa

Fachada da casa

O Chile é conhecido pelos vizinhos por seus vinhos e eu não podia deixar de conhecer uma das muitas vinículas da cidade. Fui na Concha y Toro, que além dos bons vinhos, fica num lugar lindo, com árvores de diversos locais do mundo, e parreiras intermináveis, mas deixo aqui um registro mais curioso.

Na Concha y Toro

Na Concha y Toro

Em Santiago optei por ficar num albergue, procurei pela Internet mesmo, me informei com os amigos sobre a localização e fui na sorte…. por sinal, dei sorte hein?! Minha janelinha é a mais de cima à esquerda. Olha que bonito:

Minha casinha é a vermelha

Minha casinha é a vermelha

Rapa Nui

A Ilha de Páscoa é um lugar sensacional, indescritível e foi a decisão mais acertada que já tomei sobre mudanças em viagens. Estava tudo certo para passar duas semanas no Chile. Os moais – grandes estátuas de pedra – sempre me chamaram a atenção. E já que estava tão perto, por que não dar uma esticadinha? Um dos dois únicos lugares de onde tem vôo direto é Santiago, no Chile, o outro é no Tahiti.

Claro que pra isso tive que praticamente dobrar o orçamento da viagem: a passagem é cara e os custos de hospedagem e alimentação lá muito mais altos do que no restante do país (Isla de Pascua faz parte do Chile).

Tudo valeu a pena. Fiquei 4 dias e 3 noites, quase todo o tempo chovendo, deixei de ir a alguns lugares por causa do mau tempo, mas aproveitei muito os lugares em que fui.

Os altares onde ficam os moais, são chamados de Ahu, e o primeiro que conheci foi o Ahu Akivi. Este é o único em toda a ilha que tem as estátuas voltadas para o oceano, todos os demais ficavam de frente para as casas.

Este é o único altar onde os moais estão de frente para o mar

Este é o único altar onde os moais estão de frente para o mar

O Ahu com o mar em frente

O Ahu com o mar em frente

Nem todos os Ahus estão de pé, na verdade a maior parte está como o da foto abaixo. A Ilha é cheia de lendas, mistérios e histórias que dizem ser verdade. As suposições para os moais estarem no chão vão desde um terremoto até da vergonha da população, que não queria que os Deuses vissem a guerra. Por causa da guerra também foram retirados os olhos das estátuas, que em sua grande maioria, permanecem desaparecidos.

Moai e Ahu despencados

Moai e Ahu despencados

O vulcão onde era “fabricados” os moais chama-se Rano Raraku e exibe até hoje dezenas ou centenas deles em várias etapas da fabricação. Das mais diversas formas e tamanhos, é possível ver diferentes expressões em cada um. Alguns estão de pé, de maneira imponente, outros estão sendo soterrados com o tempo e alguns rolaram pelo vulcão.

Moais em volta do vulcão

Moais em volta do vulcão

Mais estátuas no vulcão Rano Raraku

Mais estátuas no vulcão Rano Raraku

Em qualquer local da ilha não é permitido tocar nos moais e no vulcão existe uma trilha que deve ser seguida. Os guias locais chamam a atenção de qualquer um que tentar se afastar dela.

Eu, um pouco fora da trilha

Eu, um pouco fora da trilha

Adorei fotografá-los de todos os lados

Adorei fotografá-los de todos os lados

O amigo aqui, entortou

O amigo aqui, entortou

Subindo o vulcão mais ainda

Subindo o vulcão mais ainda

Olha o meu tamanho perto da cabeça dele

Olha o meu tamanho perto da cabeça dele

Adoro essa

Adoro essa

A pedra marcada, de onde saíram alguns moais

A pedra marcada, de onde saíram alguns moais

O Ahu a que me referi lá no post sobre o blog é este:

Eu pequenina em frente

Eu pequenina em frente

Não lembro porque este estava solitário

Como eu escrevi acima, dizem que um dia quase todos os moais da ilha foram para o chão. Este altar foi remontado por uma empresa japonesa que queria promover os seus guindastes. Rapa Nui não é um parque nacional ou algo assim, não recebe verba para proteção e nem cobra taxa dos visitantes. Assim não há dinheiri para que possam levantar os outros Ahus e não é sempre que aparece alguém querendo ajudar, mesmo que com fins publicitários.

Ficou faltando este moai que se partiu

Ficou faltando este moai que se partiu

Agora eu em primeiro plano

Agora eu em primeiro plano

Ah, ainda tem:

Da base do vulcão

Da base do vulcão

De cima do vulcão

De cima do vulcão

O local das fotos a seguir, que é o de mais fácil acesso, fui todos os dias. A pousada em que me hospedei era bem pertinho mesmo, mas o local também não é longe do centro e todos vão a pé.

Aqui eu vim todos os dias

Aqui eu vim todos os dias

Este da frente é o único que ainda possui os olhos

Este da frente é o único que ainda possui os olhos

No último dia, fui dar uma passadinha pela manhã antes de pegar o vôo. Olha só o que me esperava:

O mágico arcoíris

O mágico arcoíris

O blog

Escolher a imagem para o blog foi a tarefa mais fácil até agora. Continuo achando difícil decidir sobre o que escrever. Como o blog é sobre viagens e aquilo que eu gosto, nada melhor do que uma imagem da Ilha de Páscoa. Um dia ainda arrumo um layout mais a minha cara e pode ser que até troque a figura, então coloco ela aqui para ficar registrada:

Ilha de Páscoa

Ilha de Páscoa

Eu gosto de lugares diferentes, com uma história curiosa e Rapa Nui é único. MOAIS só existem lá. O altar da foto é o que eu vi com o maior número de estátuas em pé. Fotografei este mesmo AHU (o altar) de cima de vulcão, de perto, de longe, de baixo, comigo junto. A camiseta que trouxe pro meu pai ilustra exatamente este lugar.

A ilha tem magia, tranquilidade, história, mistério, uma praia linda… tudo o que eu gosto. Boa escolha pro meu blog não?