Ilha Grande e sua natureza sem fim

O melhor da ilha sem dúvida está no que ela tem de natural. O mar como destaque, claro, mas também a vegetação farta e muitos bichinhos. Claro que tem os bichinhos inconvenientes, diferente dos queridos que mostrei nos posts anteriores, como mosquitos e as moças do tipo aí de baixo…

Uia

E aí fiquei com uma dúvida… Por que o povo gosta tanto de coisas artificiais? Sério, tem por tudo. Flor de plástico e bicho de qualquer coisa. Na pousada em que eu fiquei tinha um verdadeiro mundo encantado, cheio de duendes e miniaturas de cogumelos, sapos e mais um horror de coisas que até dava medo!

Na praia do Aventureiro, linda, não podia faltar um toque do tipo no boteco que paramos pro lanche. Dá uma olhada 😉

Adoram!

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Agora, meia volta!

O passeio do segundo dia foi muito mais light do que a volta inteira pela ilha. Neste tour a gente não pega mar aberto e passa muito mais tempo na água do que na lancha. A primeira parada é uma das melhores: Lagoa Azul. A cor da água é um verdadeira azul-piscina. Pra melhorar um pouco, foi só colocar a cabeça dentro d’água que vi uma tartaruguinha nadando perto de mim. Desta vez além de alguns cliques fiz um vídeo que ficou muito fofo!!!

Lagoa Azul

A lancha para num lugar que se parece com uma grande piscina mesmo e onde não há faixa de areia por perto. Ao sair dali passamos por outras partes com várias pequenas praias de areia branca e água tão clara quanto, isso bem próximo de onde mergulhamos. Pra quem vai com seu próprio barco ou aluga um privativo, acho que vale muito a pena passar um tempo nessas prainhas menos movimentadas.

Isso sim é azul piscina!

Olá!

Logo em seguida paramos para ver um helicóptero naufragado, que é um famoso ponto de mergulho, mas de snorkel é bem sem graça.

E rumo a Lagoa Verde mais uma vez!

O que sobrou do helicóptero

Quanta diferença… A água fica mais clara com o sol a pino sim, mas a quantidade de gente atrapalha bastante. É ali que as escunas com cerca de 300 passageiros fazem a primeira parada do dia e chegam mais ou menos junto com as lanchas, que estão na terceira parada já. É espaguete pra tudo que é lado!!!

Em seguida, a parada pro almoço, que foi uma comilança como no primeiro dia. Tem peixes e frutos do mar pra todos os gostos. O único problema é que depois dá uma preguiça sem tamanho e ao chegar na Praia do Amor, dentro do Saco do Céu, teve até quem foi tirar uma soneca.

O Saco do Céu é uma baía enorme com diversas praias e tem esse nome porque em noites de céu limpo o mar reflete as estrelas lindamente.

Praia do amor

Mesmo com toda preguiça a nossa parada não durou muito porque avistamos golfinhos bem perto, dentro do Saco do Céu mesmo, e fomos ver mais de perto. Incrível como eles não se importam com as lanchas e ficam nadando em volta. Fofinhos!

Novos amigos

😉

No fim ainda paramos na praia da Feiticeira, que é bem pequena, bonitinha e tal, mas nada de incrível e com um defeitinho. Ela é bem famosa e vai muita gente pra lá. Tem barco bem barato saindo de Abraão e o movimento de gente e de barcos tira grande parte do charme do lugar.

Nem sempre é fácil fazer compras

Em Abraão, pra comprar gelo, só a nado!

A lojinha

Brincadeirinha, tem no mercadinho também. Mas esse aí é o posto de abastecimento oficial das geladeiras das lanchas. Além de gelo tem várias bebidas pra vender e garantir um dia inteiro de refresco – já que o sol pega pesado na cabeça da galera.

Dando a volta na ilha

A maneira mais prática e rápida de conhecer toda Ilha Grande é dando a volta em torno dela de lancha. Claro que não se conhece toda, afinal são mais de 80 praias, mas dá pra ter uma ideia bem boa.

Imaginem o meu nervosismo na hora de tomar coragem e entrar na lancha. Eu sabia que não ia andar só pro lado que fica em frente ao continente, com mar abrigado e sem ondas. Grande parte dessa volta é na parte da ilha virada pra mar aberto, passando por diversas praias com onda. Durante o passeio descobri que também passamos perto das pedras… socorro!

Pra minha sorte esse verão foi bem flat no Rio de Janeiro e o passeio foi quase tranquilo – quase porque sou bem fiasquenta e não fico exatamente relaxada andando de lancha em lugar algum. No início até deu uma balançada considerável, mas bora encarar que a recompensa parece ser boa.

A primeira parada foi na praia do Caxadaço, uma das mais bonitas da ilha. Bem pequena e escondida entre as pedras e morros da ilha. Por ali não tem onda, é como uma grande piscina, água clarinha, ótima para nadar, se refrescar e ver tartarugas. De cima das pedras dá pra ver algumas.

No Caxadaço

Em seguida paramos numa praia com ondas, mas não lembro o nome. Tem um rio bem bom no cantinho da praia para um mergulho na água doce, ótimo para tirar o sal. Só que acaba que não resolve muito, já que depois tu é obrigado a nadar no mar até a lancha, inclusive passando por umas ondinhas maiores!

Mais algumas paradas e com certeza o ponto alto é a praia do Aventureiro, famosa pelo seu coqueiro deitado. A praia é super extensa e tem alguns campings para quem quiser ficar. A cor da areia e da água fazem uma combinação daquelas de sonho. O que é muito legal em Ilha Grande é que em todas as praias existe sombra natural, já que em todas há uma grande quantidade de árvores bem próximas ao mar.

O famoso coqueiro

Eu curti o barquinho...

Algumas praias depois paramos para o almoço e depois disso achei que não teria mais disposição pra nada, mas foi só chegar na Lagoa Verde pra não resistir e logo me atirar na água. Fora os dois barquinhos aí de baixo (não vi pessoas) o movimento tava todo dentro d’água.

Lagoa Verde

Dentro mesmo. Olha quem me acompanhou no mergulho: duas tartarugas simpáticas que vieram dar um alô. Foi muita sorte, entre saltar da lancha e encontrá-las foram poucos minutos. As fotos estão um pouco escuras por causa da falta de luz em função do horário.

Olá dona Tarta!

É bem emocionante encontrar uma tartaruga nadando

Essa aqui eu acho que já é a outra

Tchauzinho!

Para fechar o dia, o pôr do sol lindo na Lagoa Azul.

Ah, essas lagoas não são lagoa coisa nenhuma, viu? É mar abrigado e bem calminho, por isso o nome.

Lagoa Azul

Ilha Grande

Fazia tempo que eu queria ir pra Ilha Grande. Quando teus irmãos e uma mais penca de amigos já foi, sendo que todos amaram, chega a dar uma angústia de não conhecer um lugar tão perto.

É perto, mas nem tanto. De Porto Alegre não dá pra ir num final de semana e mesmo num feriado de 4 dias fica apertado.

Fevereiro, verão, alta temporada…. não é a melhor época pra viajar no Brasil, mas como eu ia tirar alguns dias de férias e precisava ir ao Rio de Janeiro, foi um ótimo momento pra conhecer a ilha.

Do Rio de Janeiro fui de ônibus até Conceição do Jacareí, que tem a menor distância até a vila de Abrãao – a maior e mais famosa de Ilha Grande – e que me faria ficar menos tempo dentro de um barco 😉 .

Não tinha pousada reservada, mas fiz uma pesquisa antes e sabia que várias tinham vagas e o valor aproximado delas. Abraão é bem pequeno, andei uns 100 metros, olhei umas 4 pousadas e deu! Tudo estava ali coladinho: restaurantes, agências de turismo, a praia…Num dia até nos obrigamos a caminhar um pouco mais longe pra conhecer outras ruas da ilha.

A melhor maneira de conhecer Ilha Grande é de lancha, fazendo um passeio por dia. E é assim que vou contar como foram meus dias lá, mostrando cada dia de passeio.

Bem-vindos a Ilha Grande